1917 - 2017

1917 - 2017: A tradição do Piano no Conservatório de Música do Porto. 100 anos de História

Conservatório de Música do Porto

Esta exposição apresenta-se como o resultado de uma seleção de imagens, obtidas a partir da memória conservada em fotografias e outros documentos históricos, que fazem parte do acervo do Conservatório de Música do Porto, de outras instituições e de coleções particulares. No contexto do centenário do Conservatório, tem como objetivo relembrar e homenagear as sucessivas gerações de professores/pianistas, salientando a sua importância e contributo na construção da história do Conservatório de Música do Porto desde a fundação até à actualidade.

No dealbar do século XX

A segunda metade do século XIX corresponde a uma época áurea da cidade do Porto. A ascensão da classe burguesa, aliada à prosperidade do comércio e da indústria, proporcionou um grande desenvolvimento, dotando a cidade de algumas estruturas ímpares. Exemplo disso é o Palácio de Cristal inaugurado em 1865 com a Exposição Internacional do Porto, onde se verificou, entre as várias inovações tecnológicas da época, uma presença significativa de fabricantes de instrumentos musicais nacionais e estrangeiros. Cidade do comércio e do trabalho, o Porto deve também ser caracterizado pela atividade cultural que, nos vários domínios das artes e das letras, simultaneamente florescia. No final do século XIX os acontecimentos precipitavam-se: a fundação da Sociedade de Quartetos (1890) e Orpheon Portuense (1891) por Bernardo Moreira de Sá, ou a Sociedade dos Concertos Sinfónicos por Raymundo de Macedo (1910), a proliferação de lojas de instrumentos, a edição e venda de partituras e um número considerável de músicos que até à fundação do Conservatório de Música do Porto se dedicavam ao ensino musical privado, sendo o piano o instrumento eleito. Presente nas reuniões da sociedade da época, conforme relata Helena Sá e Costa “tocar piano era um hábito, fazia parte da educação e muitos talentos se revelaram”. (Costa:2001)
O ensino particular de piano dava continuidade à tradição de aulas individuais semanais, culminando com apresentações públicas de alunos e professores em diversos espaços da cidade, na sua maioria salões associados às lojas de instrumentos (Salão Bechstein, Sala Moreira de Sá, Casa Mello Abreu, Salão Beethoven, Salão Orfeo), mas também no Salão Nobre do Centro Commercial, no Clube Fenianos Portuense e Ateneu Comercial entre outros. Óscar da Silva, Raymundo de Macedo, Luiz Costa, Ernesto Maia, José Cassagne , estão entre os mais destacados pianistas e professores da época. Maioritariamente formados em Lisboa e na Alemanha, fizeram parte da geração que impulsionou a abertura do Conservatório de Música do Porto, cujo primeiro corpo docente viriam a integrar em 1917.

Desde 1894, Ernesto Maia apresentava os seus alunos em sessões musicais privadas. A partir de 1898, estas sessões passaram a ter lugar no Salão do Centro Commercial, antigo Palacete do Conde da Trindade localizado na atual Praça Carlos Alberto no Porto.

Ernesto Maia, futuro professor de piano do Conservatório de Música do Porto, considerado por Michel’Angelo Lambertini como “um dos mais inteligentes professores do Porto de piano e de harmónio”.

O salão Bechstein pertencia a Raymundo de Macedo e era um dos mais reputados da cidade do Porto. Tinha uma intensa atividade musical comprovada pelos inúmeros concertos e recitais que ali se realizaram pelos maiores nomes do panorama musical portuense. (Liberal:2010)

Óscar da Silva, Luiz Costa, Raymundo de Macedo, Luiz Costa e Leonilda Moreira de Sá, promoveram neste espaço muitas audições dos seus alunos, cujo elevado nível era registado na imprensa da época.

A primeira geração de professores de piano do Conservatório de Música do Porto

No final do século XIX, Leipzig e Berlim eram as cidades escolhidas pela maioria dos músicos portugueses para aperfeiçoarem a sua formação. Foram durante muito tempo dois dos centros musicais mais importantes da Europa, principalmente pela qualidade de ensino ministrado nos seus conservatórios: em Leipzig o Conservatório de Música fundado por Félix Mendelssohn em 1843 e em Berlim o Conservatório Scharwenka fundado em 1893.

José Cassagne (1881-1939) e Raymundo de Macedo (1889-1931) formaram-se ambos no Conservatório de Música de Leipzig, tendo este último sido aluno de Adolf Ruthardt, Hans Sitt e Arthur Nikisch. Com uma bolsa atribuída pela Rainha D. Amélia a partir de 1882, Óscar da Silva (1870 - 1958) dirigiu-se a Leipzig para estudar com Karl Reinecke e em Frankfurt com Clara Schumann. Chegou a ser designado para o cargo de professor de piano do Conservatório de Música do Porto em 1917 e 1953, mas nunca chegou a exercer essas funções, embora o seu nome seja sempre associado ao primeiro corpo docente. Por sua vez, Luiz Costa (1879 - 1960) completou a sua formação em Berlim com Bernhard Stavenhagen, Conrad Ansorge e Ferrucio Busoni, representantes da “Nova Escola Alemã de Piano”, fundada por Franz Liszt. Exceptuam-se desta lista Ernesto Maia que em 1883 se dirige a Paris para estudar com Marie Jäell; Pedro Blanco, natural de Leon que completou a sua formação no Conservatório Real de Madrid onde estudou com Andrés Monge e por fim Joaquim de Freitas Gonçalves que consta como um dos mais talentosos alunos de Óscar da Silva.

Ernesto Maia integrou o primeiro corpo docente do Conservatório em 1917, foi nomeado director adjunto e professor de piano e, entre 1922 e 1924, ocupou o cargo de director, sucedendo Bernardo Moreira de Sá.

O pianista Raymundo de Macedo foi um dos grandes impulsionadores da fundação do Conservatório de Música do Porto. Em 1916 apresentou à Câmara do Porto, um projecto por si elaborado para a fundação de um conservatório no Porto. Porém, só em 1917, pela iniciativa de Eduardo Santos Silva, Presidente da Câmara, é deliberada a instituição do Conservatório de Música do Porto. Bernardo Moreira de Sá foi nomeado director e Ernesto Maia sub-director. A Raymundo de Macedo, foi endereçado o convite de integrar o primeiro corpo docente como professor de piano.

Joaquim de Freitas Gonçalves, foi professor de Piano desde 1917 no Conservatório de Música do Porto e exerceu o cargo de director entre 1934-1939 e 1940-1941. Como pianista, conta-se como um dos discípulos mais talentosos de Óscar da Silva.

Luiz Costa, um dos mais proeminentes pianistas e compositores portugueses do seu tempo, faz parte da primeira geração de professores de piano do Conservatório de Música do Porto e exerceu o cargo de director entre 1933 e 1934. Deixou uma marca indelével na formação de uma geração de pianistas portugueses, como Berta Alves de Souza, Hélia Soveral e Helena Sá e Costa entre muitos outros.

Luiz Costa - Prelúdio op. 9 nº6 Piano Luiz Costa

Luiz Costa e alunas após um concerto no Salão do Conservatório de Música do Porto a 19 de Julho de 1951. Em pé: Maria Emilia Rodrigues, Maria Lina Reis Porto, Ana Rufino. Sentados: Josefina, Margarida Lobo Guimarães, Luiz Costa, Inês Perry Sampaio.

Luiz Costa é também um dos compositores mais representativos do modernismo português, colhendo influências múltiplas, como a poesia de Corrêa de Oliveira e de Teixeira de Pascoaes, a escultura de Teixeira Lopes, assim como a atmosfera campesina do Minho, sua terra natal.

"Embalando" Luiz Costa - Piano António Oliveira

Natural de Leon, o pianista Pedro Blanco fez parte do primeiro corpo docente do Conservatório de Música do Porto. A partir de 1903, instalou-se na cidade do Porto onde desenvolveu uma intensa atividade concertística e pedagógica.

Pedro Blanco destacou-se também como compositor, tendo uma obra extremamente extensa (considerando a sua morte prematura em 1919). Pode ser dividida em duas correntes: romântica, próxima da linguagem de Chopin e nacionalista tendo como base o folclore espanhol.

Pedro Blanco - Mazurka del Amor. Piano - Cristovão Luiz

O concerto de encerramento do primeiro ano letivo do Conservatório de Música do Porto, teve lugar a 30 de Julho de 1918 no Teatro Gil Vicente. Este espaço, que pertencia ao Palácio de Cristal foi, ao longo dos anos da sua existência, palco de inúmeras apresentações públicas de alunos e professores do Conservatório de Música do Porto.

As audições de alunos do Conservatório de Música do Porto, na época denominadas de Exercícios de Alunos, tinham grande impacto na cidade, merecendo habitualmente referências na imprensa, tradição que se manteve até aos dias de hoje.
Neste recorte de jornal de 1918 é dado destaque à "Menina Bertha Alves de Souza", aluna de Luiz Costa que a partir da década de 40 integraria o corpo docente do Conservatório como professora de piano e música de câmara.

Três anos após a fundação, a integração do pianista Hernâni Torres (1881 - 1939) no corpo docente do Conservatório, confirmou a acentuada influência germânica que se fazia sentir. Em 1908 concluiu o curso de piano no Conservatório de Leipzig na classe de Teichmüller tendo sido mais tarde oficialmente convidado e nomeado professor do Conservatório de Leipzig e na Thomasschule da mesma cidade.

Em 1921 regressa a Portugal para o Conservatório de Música do Porto, como professor de piano e em 1924 assume o cargo de diretor, atividade que exerceu até 1933.

Recorte de jornal sobre o pianista Hernani Torres publicado no Diário Ilustrado em 1909, destacando os vários prémios conquistados durante a sua formação no Conservatório de Música de Leipzig com Teichmüller

Da esquerda para a direita: Cláudio Carneyro (compositor), Luiz Costa (pianista), Mª Adelaide Freitas Gonçalves (pianista), Joaquim Freitas Gonçalves (pianista), Clotilde Cunha (pianista) e José Cassagne (pianista).

A partir da década de 40 o Conservatório de Música do Porto ganhou um novo fôlego. Para além do merecido destaque à figura de Maria Adelaide Freitas Gonçalves como professora, pianista e directora do Conservatório, deve ser salientado que fizeram parte do corpo docente, nesta época, pianistas de relevo, tanto no panorama nacional como internacional: Berta Alves de Souza, Hélia Soveral ou Helena Sá e Costa. Muitas iniciativas foram levadas a cabo envolvendo professores e pianistas convidados: execução de obras integrais, criação de audições temáticas especialmente dirigidas aos alunos (“Tardes Íntimas” e “Uma Hora de Música ”) com comentários sobre o programa executado. Salienta-se o facto de Mª Adelaide Freitas Gonçalves ter fundado o Circulo de Cultura Musical no Porto em 1937, o que lhe permitiu promover no Conservatório, recitais e outras actividades com artistas de nomeada internacional e nacional, que integravam a programação desta sociedade de concertos.
Todo este dinamismo prolongou-se pelos anos seguintes, acrescido da integração no corpo docente, a partir dos anos 60, de pianistas com carreira já consolidada como Manuela Araújo, Fernanda Wandschneider ou Fernando Jorge de Azevedo e nos anos 70, Maria Teresa Xavier, Isabel Rocha, Maria Teresa Paiva, Teresa Rego, Arminda Odete Barosa, Isabel van Zeller entre outros.

Discípula de Luiz Costa, Maria Adelaide Diogo Freitas Gonçalves foi professora de piano do Conservatório de Música do Porto entre 1918 e 1922. Em 1934 retomou a atividade docente no Conservatório, ao mesmo tempo que exerceu o cargo de diretora entre 1941 e 1955.

O último concerto de Guilhermina Suggia (31 de Maio de 1950 no Teatro Aveirense), acompanhada ao piano por Maria Adelaide de Freitas Gonçalves, comprova a estreita ligação que existia entre estas duas grandes artistas.

Maria Adelaide de Freitas Gonçalves com os seus alunos Marília Rocha e Fernando Correia de Oliveira

Um dos maiores empreendimentos de Maria Adelaide Freitas Gonçalves foi a fundação da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto em 1948.
Neste concerto, da primeira temporada de 1948/49, a pianista Manuela Araújo, que mais tarde integrou o corpo docente do Conservatório de Música do Porto, apresentou-se como solista sob a regência de Frederico de Feitas.

A apresentação da obra integral de “O Cravo Bem Temperado” de J. S. Bach pela pianista Helena Sá e Costa, comentado pelo compositor Claúdio Carneyro, em 1946 no Salão do Conservatório de Música do Porto, fez parte de uma iniciativa inédita levada a cabo por Maria Adelaide Freitas Gonçalves, denominada “Série de Concertos”.

Helena Sá e Costa - O Cravo Bem Temperado I - Prelúdio e Fuga nº 1 Dó maior

Em 1937, Maria Adelaide Freitas Gonçalves fundou, no Porto, a Delegação do Círculo de Cultura Musical a convite de Elisa de Sousa Pedroso, o que lhe permitiu promover no Conservatório, recitais e outras atividades com artistas de nomeada que integravam a programação do Circulo de Cultura Musical. Destaca-se, a realização da obra integral de Chopin pelo pianista espanhol Leopold Querol em sete concertos no Salão do Conservatório em 1949.

A pianista e professora Hélia Soveral foi discípula de Luiz Costa no Conservatório de Música do Porto. Integrou o corpo docente do Conservatório entre 1947 a 1984.

No Conservatório de Música do Porto, Hélia Soveral promoveu várias audições de alunos com estreia de obras de compositores portugueses como Claúdio Carneyro, Berta Alves de Souza, ou Filipe Pires, nas quais a própria participava.

Neste programa, salienta-se as 1ª audições das Bagatelas (piano) do compositor Filipe Pires, Dança Exótica e Tocata Modal para dois pianos de Berta Alves de Souza dedicada a Hélia Soveral.

Destaca-se a participação de pianista Madalena Soveral, que mais tarde integrou o corpo docente do Conservatorio, e também Maria Teresa Rego cuja atividade pedagógica se prolongou entre 1972 e 1991.

Berta Alves de Souza estabeleceu uma longa e estreita ligação com o Conservatório de Música do Porto. Foi aluna de piano de Luiz Costa desde a fundação e paralelamente de Lucien Lambert e Cláudio Carneiro de composição. No Conservatório de Música do Porto, tornou-se professora de música de câmara em 1946 e de piano em 1949 cargo que ocupou ate 1976, contribuindo para a formação de uma plêiade de pianistas, que integraram as gerações futuras de professores de piano do Conservatório de Música do Porto.

Nesta fotografia encontra-se com a violoncelista Guilhermina Suggia com quem estabeleceu uma relação muito próxima, foi uma das suas pianistas acompanhadoras, ao lado de Ernestina da Silva Monteiro e Maria Adelaide Freitas Gonçalves.

Paralelamente, Berta Alves Souza dedicou-se à composição. Foram várias as obras que dedicou à pianista Hélia Soveral, que por sua vez teve um papel importante na sua divulgação. Nas notas escritas sobre o concerto realizado em sua homenagem, Berta Alves de Souza escreve o seguinte:
“Esta audição é dedicada aos pianistas (…) abre (…) com (...), Três Prelúdios Grave, Fluente e Apassionato, este terceiro dedicado à ilustre interprete que é a minha colega D. Hélia Soveral Torres, a quem devo grande estímulo para as minhas composições pianísticas e brilhantes execuções públicas" Berta Alves de Souza

A pianista Helena Sá e Costa foi professora de piano no Conservatório de Música do Porto de 1949 a 1968. Neta de Bernardo Moreira de Sá, e filha dos pianistas Leonilda Moreira de Sá e Costa e Luiz Costa, iniciou com os seus pais e posteriormente com Vianna da Motta.

Contactou com vários pianistas, como Emil von Sauer, Backhaus ou Alfred Brendel e a partir dos seus 18 anos prosseguiu estudos em París com Alfred Cortot e Paul Loyonnet e na Alemanha com Edwin Fischer. Estreou-se noTeatro Nacional de São Carlos aos 19 anos, acompanhada por orquestra dirigida por Pedro Blanch.

Com Edwin Fischer, Helena Sá e Costa emparceirou em 40 concertos nas principais cidades da Europa, tocando os concertos a 2, 3 e 4 pianos de J. S. Bach.

Esta fotografia marca o momento em que Helena Sá e Costa interpretou o Concerto de Bach para 4 pianos Bwv 1065, ao lado de Louis Backe, Edwin Fischer e Reine Gianoli, com a Orquestra Nacional da Bélgica no Palais des Beaux Arts em Bruxelas em 1952

As sessões musicais “Tardes Íntimas” foram instituídas por Mª Adelaide Freitas Gonçalves no ano letivo 1946/47. Foram as primeiras audições temáticas comentadas, realizadas com regularidade no Conservatório, tradição que ainda hoje se mantém. Neste programa, a classe da professora Helena Sá e Costa organizou uma sessão dedicada à música francesa, na qual a própria professora participa interpretando duas obras de Debussy (“Doctor Gradus ad Parnassum e Golliwog’s Cakewalke)

Helena Sá e Costa e alunos no Conservatório de Música do Porto. Da esquerda para a direita: Fernando Jorge de Azevedo, Mª Teresa Xavier, Helena Sá e Costa, Glória Moreira.

Fernando Jorge de Azevedo foi discípulo de Helena Sá e Costa no Conservatório de Música do Porto. Ao longo da sua carreira deu especial atenção à música de câmara, tendo-se apresentado nesta especialidade nos principais centros de Portugal bem como Angola, Moçambique, Espanha entre outros. Entre 1960 e 1988 foi professor e exerceu o cargo de diretor do Conservatório de Música do Porto.

A pianista Fernanda Wanddschneider desenvolveu uma longa carreira como professora no Conservatório de Música do Porto de 1965 a 1994, chegando a ocupar o cargo de Presidente do Conselho Diretivo nos últimos 5 anos. Discípula de Ernestina Silva Monteiro e Berta Alves de Souza, deu inúmeros recitais em Portugal, Espanha, França, Áustria e Alemanha.

Foi fundadora do Concurso Internacional de Música da Cidade do Porto, tendo sido ao longo das suas 26 edições um ponto de passagem obrigatório no circuito europeu de provas de piano.

Manuela Araújo tinha já uma carreira de concertista consolidada. quando em 1965 integrou o corpo docente do Conservatório de Música do Porto como professora de piano, cargo que ocupou até 1995.

Discípula de Vianna da Motta no Conservatório Nacional, estudou com Marie Levêque de Freitas Branco e mais tarde, com Géza Anda, no Conservatório de Lucerne.

Nesta fotografia Manuela Araújo cumprimenta o maestro Pedro de Freitas Branco após um concerto organizado pela Juventude Musical Portuguesa no Cinema Trindade no Porto, onde interpretou o 3º Concerto para Piano de L. Beethoven acompanhada pela Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto em 1960

Esta fotografia, representa a imagem da capa do Século Illustrado e assinala o momento em que Manuela Araújo ganhou o “Prémio Vianna da Mota” promovido pela Emissora Nacional, em 1945.

Apresentou-se regularmente a solo, em música de câmara e com Orquestra sob as direções de Pedro de Freitas Branco, Frederico de Freitas, Silva Pereira, Álvaro Cassuto, Günther Arglebe, José Atalaya e Piero Bellugi.

Destaca-se, em 1968, a gravação do Concerto para Piano e Orquestra em Sol M de M. Ravel, com a Orquestra Sinfónica Nacional sob a direção de Piero Bellugi.

M. Ravel Concerto para piano e orquestra em Sol M (3º and.). Manuela Araújo (piano), Orquestra da Emissora Nacional dirigida por Piero Bellugi

A Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto teve um papel importante de divulgação musical assim como deu oportunidade a vários professores do Conservatório de se apresentarem diversas vezes como solistas. Nesta Série de Concertos Oferecidos pela Câmara do Porto, os pianistas e professores Hélia Soveral, Manuela Araújo e Fernando Jorge de Azevedo apresentaram o 1º, 2º e 3º concertos para piano de Beethoven. A obra integral ficaria completa com a interpretação de Fernanda Wandschneider, dos restantes 2 no último concerto desta série.

Maria Teresa Xavier, discípula de Helena Costa, em cuja classe se diplomou com distinção, foi professora de piano do Conservatório de Música do Porto de 1968 a 1989.

Colaborou em concertos com a Secretaria de Estado da Cultura, Pró-Arte, Rádio Clube Português, Radiodifusão e Radiotelevisão Portuguesas, e em diversos países estrangeiros. Dedicou-se também à música de câmara e, nesta qualidade actuou com diversos artistas nacionais e estrangeiros.

Nesta fotografia, João de Freitas Branco entrega o prémio do 4º concurso da "Juventude Musical" a Maria Teresa Xavier em 1957.

Teresa Xavier, atual Coordenadora do Departamento de Teclas, com 3 anos ao piano no Conservatório de Música do Porto, trazida pela Mãe (Mª Teresa Xavier) e nesse contexto diz o seguinte:

"Teria eu três, quatro anos e lembro-me de gostar de me sentar no chão, mesmo debaixo da caixa do piano, enquanto a minha Mãe estudava. Era uma forma de ficar mais perto dela, como se estivesse dentro de uma espécie de ventre musical, imersa nas ressonâncias da apassionata, do Concerto em sol menor de Mendelssohn, da Dança Ritual do Fogo de Falla…

Lembro-me (...) os tantos alunos que minha Mãe formou e que hoje ocupam variadíssimos lugares de relevo na vida musical portuguesa. (...) Ou os inúmeros recitais a solo ou de música de câmara em que atuou. Ou os concertos com a orquestra sinfónica em que foi solista (...) Ou os prémios que obteve...

Mas prefiro lembrá-la assim, - no seu sorriso transbordante e generoso, - sempre disponível para apoiar alunos e colegas de piano, de violino, de violoncelo, de canto… qualquer um sabia que podia contar com ela na sua imensa paixão com que se entregava à Música.
Em memória da pianista e professora Maria Teresa Xavier, minha Mãe.
Em memória de todos os pianistas professores do Conservatório de Música do Porto."

Abril, 2017 Teresa Xavier

Naquele tempo entrar no Conservatório era como entrar num templo(...)nunca esqueço o dia em que fiz prova de admissão e Dª Helena [Costa] me mandou chamar para dizer que tinha sido escolhida para ser sua aluna(...)que privilégio ter sido sua discípula e amiga durante toda a vida(…) Maria Teresa Xavier

Aos 8 anos de idade, Maria Teresa Paiva apresentou-se pela primeira vez em recital no Conservatório de música do Porto em 1953. Discípula de sua Mãe, Gilberta Paiva, Maria Adelaide Freitas Gonçalves e Croner de Vasconcelos, concluiu o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional com 19 valores. Em 1971, foi nomeada professora dos cursos geral e superior de piano no Conservatório de Música do Porto, cargo que ocupou até 2001.

Neste dia, Maria Adelaide Freitas Gonçalves dedicou-lhe as seguintes palavras:

À Maria Teresa pelo apreço em que tenho as suas invulgares qualidades de pianista oferece no dia do seu primeiro Recital — fazendo votos para que prossiga numa carreira muito gloriosa a Professora muito e muito amiga Maria Adelaide Diogo de Freitas Gonçalves

Em Portugal deu inúmeros recitais, na Pró-Arte, Juventude Musical Portuguesa entre outros. Foram-lhe atribuídos os prémios do Conservatório Nacional, Botelho Leitão, Rey Colaço e Pró-Arte.

Isabel Rocha estabeleceu uma longa ligação com o Conservatório de Música do Porto. Aluna de sua mãe Marília Rocha, Maria Adelaide de Freitas Gonçalves e Helena Sá e Costa, diplomou-se no Conservatório de Música do Porto, onde ingressou como professora de Piano de 1971 a 2010.

Simultaneamente, integrou a Direcção desde 1998 até se aposentar (2010).

Isabel Rocha desenvolveu uma intensa carreira a solo, apresentando-se em concerto em Portugal e no estrangeiro. Foi solista com Orquestra dirigida pelos maestros Costa Santos, Silva Pereira, Edouard von Remoortel, Gunther Arglebe, Ferreira Lobo, Roberto Tibiriçá, Emmanuel Koch e Camargo Guarnieri.

Em 1971 o Exercício Escolar de encerramento do 2º período terminou, com a apresentação da Fantasia Coral de Beethoven pelos alunos do Conservatório de Música do Porto, entre eles o pianista Jaime Mota que cinco anos mais tarde integraria o corpo docente da escola.

Em 1969 ingressei no Conservatório de Música do Porto como aluno do curso superior. Aí mergulhei inequivocamente na Música, adquirindo ensinamentos, ligações e oportunidades tão valiosas que, ainda hoje - 50 anos depois do meu primeiro recital de piano - descubro a sua profunda importância na minha condição de professor e músico Jaime Mota

L. Beethoven Fantasia Coral (excerto) — piano Jaime Mota

Tempos de Mudança

A 13 de Março de 1975, ainda no rescaldo da revolução do 25 de Abril, um grupo de professores do Conservatório de Música do Porto, num ato revolucionário, decidiu ocupar o Palacete Pinto Leite, com o objetivo de garantir melhores condições para o Conservatório de Música do Porto. “Fizeram-se concertos non stop, revezávamo-nos para que houvesse sempre funcionários, professores e alunos nas instalações durante vários dias para garantir, de facto, a posse (…).” (Isabel Rocha). Teresa Xavier recorda “os tempos vibrantes aquando da ocupação do Palacete Pinto Leite, (…) Esta mudança culminou num concerto memorável, à luz de velas …”. A mudança de instalações não viria a interromper todo o dinamismo das décadas anteriores. Nos anos que se seguiram, houve um aumento significativo de professores de piano. Antigos alunos como Jaime Mota, Maria José Souza Guedes, Fausto Neves, Teresa Xavier, Fátima Travanca, Manuela Costa, Eduardo Resende, Isabel Couto Soares entre outros, regressaram ao Conservatório como professores de piano. Completando-se este grupo com pianistas de nacionalidade estrangeira como Anne Marie Soares (Suíça), Vitali Dotsenko (Russia) ou Constantin Sandu (Roménia). Salienta-se nesta época, a continuação dos ciclos de concertos, entre eles a Série Cultural das Quintas-feiras, a celebração do “Ano Mussorgsky” em 1989, a primeira edição do Concurso de Piano (1994), master classes e as parcerias feitas entre várias instituições culturais da cidade, dando oportunidade aos professores do Conservatório de se apresentarem em publico, enriquecendo a agenda cultural da cidade.

Maria José Souza Guedes é professora de piano do Conservatório de Música do Porto desde 1982. Tem realizado uma intensa atividade concertística em Portugal e no estrangeiro, tocando a solo, com orquestra e música de câmara em importantes auditórios e prestigiados festivais.

Tem estreado com frequência a obra para piano do compositor Fernando Lapa. Nesta gravação interpreta as “Variações sobre o Coro da Primavera” obra emblemática de José Afonso, recriada pelo compositor Fernando Lapa em 2000 que lhe é dedicada.

F. Lapa “Variações sobre o Coro da Primavera”, Piano — Maria José Souza Guedes

Maria José Souza Guedes tem formado jovens pianistas, cujo o mérito tem sido reconhecido em vários concursos nacionais e internacionais.
Nesta fotografia: Hugo Peres, Mateus Barros e Nuno Ventura, vencedores do Concurso Internacional de Almada de 2014.

Programa da celebração do "Ano Mussorgsky", organizada pela pianista e professora Manuela Araújo, Conservatório Nacional e Associação de Estudantes do Conservatório de Música do Porto. Várias atividades foram contempladas entre elas, a inauguração de uma exposição de fotografias de Mussorgsky cedidas pela Associação Portugal - URSS, recriação da exposição das obras de Vitor Hartman que na época deu azo à composição da obra "Quadros de uma Exposição", pelos pintores José Rodrigues, Armando Alves, Zulmiro de Carvalho, Angelo de Sousa, Fernando Marques de Oliveira, Ana Marchand, Gerardo Burmester, Albuquerque Mendes e Ruth Rosengarten, a apresentação da obra pela pianista Maria José Souza Guedes e um Concerto Non Stop de professores e alunos do Conservatório de Música do Porto.

Discípulo de Helena Sá e Costa e posteriormente de Robert Weizs, (Universidade Laval) e Harry Datyner, (Conservatório de Geneve), Fausto Neves foi professor de piano do Conservatório de Música do Porto de 1984 a 1989.

Se é sempre com grande ternura que evoco a minha actividade docente no Conservatório (1984 - 1989), o sentimento intensifica-se em ano de Centenário! Foi uma época de aprendizagem, entre a dura preparação dos exames de então (4º e 6º anos) e o nível superior à data existente, cujos obrigatórios concertos forçaram a mudança da minha sala inicial, no último piso e com... solitário piano vertical. Para além dos professores da minha geração (...) foram meus inesquecíveis alunos: Amélia Paula Pinto, Antónia Castro, António Pinho Vargas, Céu Camposinhos, Eduardo Resende, Francisco Albuquerque, Francisco Fiúza, Inês Soares, Manuela Costa, Sofia Lourenço, entre muitos outros. Fausto Neves

É já tradição entre os professores de piano, explorarem diversas formações do reportório para um e dois pianos a 4 ou 8 mãos, em concerto no Conservatório. Esta prática deu origem ao atual concerto anual “Mãos Unidas”. Nesta fotografia, da esquerda para a direita os pianistas Constantin Sandu, Manuela Araújo e Eduardo Resende interpretaram a Sonata para 2 pianos a 8 mãos de Smetana.

Eduardo Resende, é desde 1991 professor da classe de piano do Conservatório de Música do Porto, e foi Coordenador do Departamento Curricular de Teclas. Tem sido um grande impulsionador de várias atividades relacionadas com o piano no Conservatório, como a criação do Concurso Interno (Piano) em 1994 ou o concerto anual de professores de piano “Mãos Unidas”entre outros.

Ao longo dos anos, o mérito de Eduardo Resende enquanto pedagogo, tem sido reconhecido através dos muitos prémios obtidos pelos seus alunos em diversos concursos de piano. Regularmente é convidado a lecionar cursos de técnica e interpretação pianística em diversas escolas do país.

Teresa Xavier é professora de piano no Conservatório de Música do Porto desde 1991. Atualmente é a Coordenadora do Departamento de Teclas do Conservatório.

Teresa Xavier, tem formado numerosos alunos que concluíram o Curso Complementar de Piano na sua classe prosseguindo estudos a nível do ensino superior.

Teresa Xavier em sido impulsionadora de muitas atividades no Conservatório, entre elas, a realização do "Seminário Pontes Musicais" que pretende promover um amplo encontro de partilha de saberes e experiências sobre o Ensino Artístico Especializado.

Em paralelo com actividades a solo e música de câmara, a pianista Manuela Costa afirmou-se depressa como pedagoga dedicada. Desde 1991 é professora de piano do Conservatório de Música do Porto.
O seu entusiasmo e experiência no ensino levaram-na a escrever um método inédito em dois volumes, sobre uma abordagem positiva dos fundamentos da técnica pianística dedicada a professores, alunos e entusiastas pianistas amadores (Ed. AVA), e um recurso didático com o programa ActivInspire dedicado a alunos principiantes.

Concerto de abertura do Concurso Internacional de Música da Cidade do Porto (XVI edição) pelos pianistas Constantin Sandu e Fernanda Wandschneider.

O pianista Constantin Sandu, vive em Portugal desde 1991 e integrou o corpo docente do Conservatório de Música do Porto de 1992 a 200. Estudou com Sonia Ratescu, Constantin Nitu e, posteriormente, com o conceituado pianista e professor Constantin Ionescu-Vovu no Conservatório Superior de Música “C. Porumbescu”. Actualmente é professor de piano na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, onde é Director do Departamento de Piano.

Jorge Montenegro é atualmente Professor de Piano e Instrumento de Tecla no “Conservatório de Música do Porto” onde apresentou o método de Ray Gottlieb “ Attention & Memory Training, Stresspoint Learning on The Trampoline.

Deu inúmeros concertos em Portugal, França e Estados Unidos como solista com orquestra e em 2009 trabalhou os 24 Études de F. Chopin com Rebecca Penneys, premiada no Concurso Frederic Chopin e aluna de Rosina Lhévinne e Arthur Rubinstein.

F. Chopin Estudo op. 25 nº 12 - Piano, Jorge Montenegro

Rosgard Lingardsson é docente de Piano no Conservatório de Música do Porto desde 1999. Os seus alunos são regularmente premiados em concursos nacionais e internacionais. Tem actuado em concertos e festivais no estrangeiro e em Portugal.

No contexto das comemorações do Centenário do CMP, e também para assinalar os quase 20 anos de docência de Rosgard Lingardsson, o concerto "A Tempo", reuniu ex-alunos, hoje com carreiras pianisticas, e alunos actuais (dos mais pequenos aos finalistas).
O título deste concerto - “A Tempo” - surgiu da própria linguagem musical. Tal e qual como na música, há, na vida, "allegros", "ritardandos", "appassionatos" e "sforzandos", e depois há aqueles momentos perfeitos em que tudo parece estar no tempo certo. Como neste concerto. Mais que uma evocação do passado, hoje celebramos o presente e sonhamos com o futuro. Temos entre nós, gente que veio do passado, gente que alegra o presente e gente que promete o futuro. Três tempos diferentes, mas a tempo, porque confluíram, todos, no momento certo. Rosgard Lingardson

António Oliveira é professor do Conservatório de Música do Porto desde 2002. Tem realizado recitais a solo e de música de câmara, nas principais salas de concerto em Portugal e no estrangeiro

António Oliveira lançou em Julho de 2016 o seu primeiro CD de piano solo intitulado Chopin & Liszt. Aclamado pela crítica, tem-se apresentado nas mais importantes salas de concerto de Portugal, como a Casa da Música e o Centro Cultural de Belém.

Joana Neto foi aluna do Conservatório de Música do Porto onde estudou com Helena Santos Silva e Constantin Sandu. Desde 2009 é professora de piano do Conservatório de Música do Porto.

A partir do ano de 2008 novos desafios se colocaram. O Conservatório de Música do Porto mudou novamente de instalações, passando a ocupar a área Oeste da Escola Secundária Rodrigues de Freitas, edifício emblemático da arquitetura portuense projectado pelo arquiteto Marques da Silva em 1919. Não só o aumento progressivo de professores e de alunos de piano, como também a introdução do regime de ensino integrado, que concilia os estudos gerais com a aprendizagem musical, trouxe a consolidação de uma série de atividades promovidas pelo Departamento de Teclas: a realização de uma master classe anual com pianistas convidados, concertos comentados por alunos e professores, workshops, concerto anual de professores de piano “Mãos Unidas” e Concurso Interno (Categoria Piano).

Silvia Lopes, Ana Cancela, Dina Resende, Luisa Ferreira, Sílvia Lopes, Sónia Amaral e Ligia Madeira, formadas pelas escolas superiores de música nacionais e estrangeiras, são as professoras de piano que mais recentemente integraram o corpo docente do Conservatório.

Dando continuidade a uma tradição já antiga, Maria José Souza Guedes (pianista) e Fernando Lapa (compositor) organizam desde 2010 no Conservatório de Música do Porto, um concerto anual interdisciplinar. Com comentários de Fernando Lapa e a interpretação de Maria José Souza Guedes, cada um destes concertos percorreu compositores e obras musicais consagradas da História da Música: R. Schumann, L. Beethoven, Moussorgsky, César Franck, e Schubert.

Primeira edição do concerto anual "Mãos Unidas" em 2012. Nesta fotografia os pianistas António Oliveira, Isabel Ramos, Sónia Amaral e Ana Cancea interpretaram "Galop March" para 1 piano a 8 mãos de Albert Lavignac.

O Concurso Interno de Piano do Conservatório de Música do Porto teve sua primeira edição em 1994. Nesse ano, a pianista Luisa Tender foi laureada com o 1º prémio e Cristina Henriques com o 3º prémio, não tendo sido atribuído o 2º prémio.

O Concurso Interno do Conservatório de Música do Porto tem ganho notoriedade, de tal forma que desde 2011, tem estabelecido uma parceria com a Orquestra do Norte, na qual, é atribuído, no Concerto de Laureados dos vencedores do 1º Prémio de Nível A do seu Concurso Interno, o Prémio de distinção – Orquestra do Norte, que consiste num concerto a solo com esta Orquestra.

Nesta fotografia Marta Patrocínio, 1º Prémio Nível A (2012)

Com o painel de azulejos de Jorge Colaço como pano de fundo, alguns dos mais jovens pianistas do Conservatório de Música do Porto apresentaram-se no átrio da Estação de S. Bento no Porto, um dos locais onde decorreu a primeira maratona de 24 horas de piano em Portugal — Piano Porto 2015. Nesta fotografia, Lara Redentor, aluna do Conservatório na classe da prof.ª Joana Neto interpretou Burgmüller e Frederico de Freitas.

Madalena Soveral foi uma das pianistas convidadas a dirigir a masterclasse de piano que todos os anos se organiza no Conservatório de Música do Porto.

Master Classe no Conservatório de Música do Porto com a pianista Sofia Lourenço.

Concerto anual dos mais jovens pianistas do Conservatório de Música do Porto (com idades compreendidas entre os 6 e 9 anos), integrado no Dia Internacional da Familia promovido pela prof. Emília Gonçalves.

Conservatório de Música do Porto
Créditos: história

Curadoria: Ana Cancela
Comissão Cientifica: Ana Cancela, Dina Resende

APOIOS: Conservatório de Música do Porto | Departamento de Teclas | Grupo Disciplinar de Piano, Museu Nacional da Música, Direção-Geral do Património Cultural / DGPC, Fundação Juan Marz, Arquivo Moreira de Sá e Costa

AGRADECIMENTOS:
Conservatório de Música do Porto, Prof.ª Bibliotecária Paula Andrade Biblioteca Escolar | Prof.ª Áurea Guerner, Conservatório de Música do Porto, Arquivo Moreira de Sá e Costa (Prof. Dr. Henrique Gomes de Araújo, Prof.ª Dr.ª Helena Gomes de Araújo) , Fundação Juan Marz, Museu Nacional da Música, Direção-Geral do Património Cultural / DGPC (Dra. Tânia Olim), Eng. Helder Macedo Sampaio, Dr. Luís Cabral, Profª Isabel Rocha, Prof.ª Isabel van Zeller, Dr. Rui Pedro Pereira, Prof.ª Drª Madalena Soveral, Prof. Dr. Fausto Neves, Prof.ª Fernanda Wandchneider, Prof. Dr. Constantin Sandu, Prof. Jaime Mota, Profª Fernanda Wandschneider, Prof.ª Teresa Paiva, Prof.ª Luisa Tender, Prof.ª Cristina Henriques, Dra. Ofélia Diogo Costa, Dr. Carlos Araújo Alves, Professores de Piano do CMP (Prof.ª Teresa Xavier, Prof.ª Maria José Souza Guedes, Prof. António Oliveira, Prof. Eduardo Resende, Prof.ª Ligia Madeira, Prof. Sílvia Lopes, Prof. Jorge Montenegro, Prof.ª Sónia Amaral, Prof.ª Emília Gonçalves, Prof.ª Manuela Costa, Prof.ª Rosgard Lingardson)

Edição de video: Igor Sterpin
Design gráfico: Arq. Julieta Cunha (Timeline - CMP Piano Teachers)
Fotografia: Maria José Passos ("Teresa Xavier and Students", "The Pianist Manuela Costa", "The Pianist Jorge Montenegro" "Conservatório de Música do Porto - Piano Bechstein"

Tradução: Carlos Freitas, Alexandra Leitão, Ana Cancela

BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL:
AMORIM, Eugénio (1941), Dicionário Biográfico de Músicos, Porto, Marânus.
BORBA, Tomás e LOPES-GRAÇA, Fernando (1956 e 1958), Dicionário da Música (ilustrado), 2 volumes, Lisboa, Edições Cosmos.
COSTA, Helena Sá (2001), Uma vida em concerto, Porto 2001 e Campo das Letras.
CABRAL, Luís (2007) Uma Geração de Notáveis
GONÇALVES, Joaquim de Freitas (1944 e 1945), Crónicas Musicais, 2 vols.,Porto, Ed. Lopes da Silva.
MOREIRA DE SÁ, Bernardo Valentim (1917), Conservatório de Música do Porto –Algumas palavras proferidas pelo seu director, Bernardo Valentim Moreira de Sá, na sessão inaugural de 9 de Dezembro de 1917, Porto, Casa Moreira de Sá Editora.
LIBERAL, A. M., PEREIRA, R., & ANDRADE, S. C. (2010). Casas da Música no Porto (3 Vol.). Porto: Fundação Casa da Música
OLIVEIRA ALMEIDA, Ana Cristina de (2008) Memórias no Feminino. O Circulo de Cultura Musical do Porto (1937 - 2007), Tese de Mestrado. Universidade de Aveiro.
TORRES, J. Romano (1909) Portugal; Diccionario Historico, Chorographico, Heraldico, Biographico, Bibliographico, Numismatico e Artistico, Volume IV
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Créditos: todos os meios
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