ARQUEOLOGIA PRÉ-COLOMBIANA

Cultura Chancay
A cultura Chancay se desenvolveu durante o período intermediário tardio nos vales dos rios Chancay e Chillon, estendendo- se em direção sul até o rio Rimac. Sua cerâmica caracteriza-se pela porosidade, superfície áspera e engobo de cor clara com pinturas em marrom. Grande parte das peças cerâmicas dessa cultura pertencentes a coleções de museus provém de cemitérios localizados no vale de Chancay e em Ancón. Os Chancay também desenvolveram sofisticadas técnicas de tecelagem.

CÂNTARO ANTROPOMORFO

A figura humana representada neste cântaro apresenta adornos auriculares e pintura facial marrom.

CANTONEIRAS DE MANTO

O padrão decorativo deste tecido consiste em aves caminhando vistas em perfil, distribuídas em diagonais, com listras tricolores que definem o espaço escalonado.

FRAGMENTO DE TANGA

Padrão decorativo em faixas horizontais com motivos de aves, dispostos em espaços quadrados. Vistas verticalmente as cores de fundo formam um ziguezague.

Cultura Chimu
O reino Chimu floresceu a partir do século X, no vale do rio Moche, onde foi implantada sua esplendorosa capital Chan Chan, no litoral norte peruano, que chegou a abrigar cerca de 50 mil pessoas. Com a desarticulação da hegemonia Huari os Chimu se expandiram, subjugando populações da montanha e alcançando o lado oriental da cordilheira dos Andes até serem dominados pelos incas. Produziram uma cerâmica característica de cor muito escura, obtida por queima redutora, que combina elementos estilísticos das culturas Moche e Huari.

VASO DUPLO COM ALÇA PONTE

Esta peça representa um felídeo e no gargalo que se eleva da alça estribo há um pequeno apêndice zoomorfo, característica comum em vasos Chimu.

VASO DUPLO COM ALÇA PONTE

Esta peça apresenta uma figura humana portando um toucado. A perícia oleira dos Chimu na confecção dos moldes para produção em massa de sua cerâmica possibilitou tratamentos de superfície de grande efeito estético, como o que se vê neste vaso, embora do ponto de vista artístico ela seja considerada inferior à cerâmica mochica.

CULTURA INCA
Entre 1.430 e 1.532 d.C, os incas dominaram grande parte da região andina. Em seu apogeu, o domínio inca se estendia por mais de um milhão de quilômetros quadrados, com diferentes etnias que somavam cerca de 12 milhões de pessoas na época da conquista. Por conseguinte, seus artefatos e outros elementos de sua cultura material constituíram um amálgama de vários estilos e técnicas, gerando criações originais, tais como as formas e motivos da sua cerâmica. O estilo cerâmico incaico mais comum é chamado “cusquenho”, caracterizado pela forte presença de motivos geométricos sobre um fundo vermelho. Na metalurgia, destacam-se as figuras em miniatura de seres humanos e lhamas, feitas à base de ligas metálicas que podiam incluir ouro, prata ou cobre. Tais figuras eram vestidas com tecidos que imitavam perfeitamente o traje incaico, e suas cabeças eram adornadas com toucados de penas, fazendo com que apenas a face da figura ficasse visível. Essas miniaturas costumam ser encontradas ao lado de múmias em contextos de enterramentos.

ACESSÓRIOS PLUMÁRIOS

Confeccionados com penas de arara (Ara macao e Ara ararauna).

QUIPU INCA

Os quipus foram utilizados pelos incas como sistema de escrita, para registro de histórias e cantos em língua quéchua, e também de contagem, tanto de rebanhos quanto de pessoas.

TÚNICA MINIATURA INCA

O tipo de peça exibido aqui era usado exclusivamente como oferenda em festividades conhecidas como capacochas, nas quais se realizavam sacrifícios de crianças. Essas miniaturas de túnicas vestiam pequenos ídolos de ouro ou de prata.

CULTURA LAMBAYEQUE
O período de ascensão da cultura Lambayeque coincide com o colapso dos mochicas e o início da hegemonia Huari, por volta de 800 d.C. Excelentes na arte da metalurgia, os Lambayeque tornaram-se conhecidos pelo desenvolvimento de sofisticadas técnicas de ourivesaria. Sua cerâmica assemelha-se bastante à Chimu, mas particulariza-se pela presença de apêndices com a representação do “Senhor de Lambayeque”.

ADORNO EM LÃ, ALGODÃO E PIGMENTO

Acessório Decorativo. Tecido. Lambayeque. Tardio.

CULTURA MOCHE
Início da era cristã ao século VIII d.C Cerâmica Peru Nos vales dos rios Moche e Chicama, na costa norte do Peru, floresceu a exuberante sociedade Moche, entre o início da era cristã e o século VIII d.C. Com um sistema de subsistência baseado na agricultura e na pesca e uma organização social hierarquizada, com sacerdotes e guerreiros ocupando as posições mais elevadas, os mochicas fundaram um estado poderoso e controlador. Destacaram-se como construtores de grandes complexos cerimoniais, com gigantescas pirâmides e templos que se sucedem ao longo do litoral. Excelentes no trabalho de metais nobres, produziram também a cerâmica de melhor qualidade técnica e artística do universo pré-colombiano, feita em moldes para atender à grande demanda.

TROMBETA

As representações iconográficas que aparecem nessa cerâmica são tão realistas sobre a vida cotidiana e cerimonial da sociedade Moche, que se tornaram a principal fonte de informação a seu respeito, na ausência da escrita. São freqüentes os achados arqueológicos de instrumentos musicais feitos em cerâmica, geralmente em contextos funerários, com a função de acompanhar o indivíduo na sua vida após a morte.

CANASTRA COM UTENSÍLIOS PARA TECER

Cesto retangular de fibras vegetais contendo fios, instrumentos para tecer e tecidos diversos em cores vibrantes.

VASO DUPLO ZOOMORFO

Vaso duplo silvador, em forma de papagaio e com alça estribo, encontrado em contexto funerário Moche.

VASO GLOBULAR MOCHE

Vaso de corpo globular ao qual foram agregados quatro copiosos frutos, em vermelho e creme.

VASO ZOOMORFO

Vaso em forma de felídeo, com colmilhos e pintura em branco sobre vermelho.

MÚMIAS

MÚMIA AYMARA DE INDIVÍDUO DO SEXO MASCULINO

Fardo funerário envolvendo um homem morto entre 30 e 40 anos de idade. Segundo a tradição Aymara, o morto era vestido, sentado com os joelhos junto ao queixo e amarrado. Em seguida era tecido um cesto que envolvia o corpo, deixando de fora apenas o rosto e as pontas dos pés. Objetos pessoais podiam ser colocados também no interior do fardo. No caso desta múmia, seu crânio está exposto porque a parte mais alta da cabeça não se conservou bem. O formato alongado do crânio resulta de uma deformação proposital, prática comum entre os povos andinos, provavelmente realizada por razões estéticas ou religiosas, ou para sinalizar distinção.

MÚMIA PRÉ-HISTÓRICA DE INDIVÍDUO
DO SEXO MASCULINO

O clima desértico, associado a grandes concentrações de sal gema encontradas nos solos do Atacama, faz com que essa região seja uma das mais áridas do mundo, o que favorece a preservação de matérias orgânicas. Como conseqüência, muitos corpos pré-históricos têm sido achados em suas areias em boas condições de conservação. É o caso do corpo deste indivíduo, encontrado em uma sepultura em Chiu-Chiu, próximo à cidade de Calama, a mais de dois mil metros de altitude. Sua sepultura, tipicamente atacamenha, foi utilizada entre 4.700 e 3.400 anos atrás, período em que as culturas do deserto começaram suas atividades caravaneiras.
CONTINUA ---►

---► No frio do deserto era comum dormir sentado, com a cabeça apoiada nos joelhos, possivelmente um modo de se aquecer melhor sob os ponchos e gorros feitos de lã de lhama. Essa era também a posição em que os mortos eram enterrados, envolvidos em roupas e cobertas, junto com seus pertences. Neste caso, restou apenas o típico gorro atacamenho que ele veste, tecido em lã e enfeitado com pelos de lhama. Seu corpo não apresenta sinais externos da causa da morte. A lesão visível na face esquerda, onde o osso está fraturado, foi decorrente de um trauma. Os atacamenhos não tinham tradição guerreira, mas em alguns momentos lutaram e praticaram rituais violentos.

Credits: Story

DIRETORA
Claudia Rodrigues Ferreira de Carvalho


VICE DIRETOR
Renato Rodriguez Cabral Ramos


DIRETORES ADJUNTOS
Wagner William Martins
Lygia Dolores Ribeiro de Santiago Fernandes
Luiz Fernando Duarte


EQUIPE DE CRIAÇÃO / EXECUÇÃO
Antonio Ricardo Pereira de Andrade
Valéria Maria Fonseca de Lima
Marci Fileti Martins
Lydia Maria Gomes da Silva
Lorrana Gonçalves de Alcântara
Déborah Rezende Gouvêa
Christina Aparecida de Lélis

FOTOGRAFIA
Rômulo Fialdini
Valentino Fialdini

Credits: All media
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