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Guapuruvu - "Schizolobium parahyba"

"Schizolobium parahyba" - a árvore que protege a Mata Atlântica

Biodiversidade do Jardim Botânico Araribá (2020), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

Contemplando a natureza
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   A ÁRVORE       

Espécie pioneira da Mata Atlântica,  o guapuruvu também é conhecido popularmente como “ficheira” e “tamanqueira”. Pertencente à família das fabáceas, seu nome científico é Schizolobium parahyba.

   Como toda árvore pioneira...       

O guapuruvu surge em áreas devastadas ou clareiras abertas na floresta, garantindo sombra para as espécies vegetais que vêm depois, contribuindo para a formação de uma floresta completa.

   Preferências vegetais       

O guapuruvu prefere matas abertas e capoeiras. É raro na floresta primária densa. Floresce de agosto a outubro.

Biodiversidade do Jardim Botânico Araribá, Foto - Guaraci M Diniz Jr, 2021, Da coleção de: Jardim Botânico Araribá
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Biodiversidade do Jardim Botânico Araribá, Foto - Guaraci M Diniz Jr, 2021, Da coleção de: Jardim Botânico Araribá
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Exclusiva do bioma Mata Atlântica,  a árvore guapuruvu é uma pioneira de grande porte e crescimento rápido, chegando a 10 metros em 2 anos, alcançando altura máxima entre 20 e 30 metros. Costuma crescer mais nas áreas costeiras do bioma. Seu nome vem do idioma indígena tupi-guarani e quer dizer "tronco de fazer canoa". O tronco era, de fato, utilizado pelos indígenas para esta finalidade.

Biodiversidade do Jardim Botânico Araribá (2020), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

   A floresta que se 'veste' de amarelo       

Quando o guapuruvu abre suas flores amarelas na mata, fica facilmente identificável. É um lindo espetáculo, pois várias árvores de guapuruvu florescem ao mesmo tempo, salpicando a floresta de tons amarelos.

Biodiversidade do Jardim Botânico Araribá (2020), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

   Espetáculo também para as abelhas       

As flores amarelas do guapuruvu  produzem bastante néctar e pólen. Atraem várias espécies de abelhas, contribuindo para a preservação deste inseto cada vez mais ameaçado no Planeta.

Biodiversidade do Jardim Botânico Araribá (2021), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

   Em busca do sol       

O guapuruvu tem folhas grandes, bipenadas e decícuas, ou seja, caem durante o inverno. Além disso, é uma planta heliófita, que busca exposição ao sol, no topo da floresta. Seu grande porte explica isso.

Sementes de Guapuruvu (Schizolobium parahyba) (2021), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

   Sementes 'voadoras'       

As sementes do guapuruvu são aladas, ou seja, são dispersas pelo vento. Elas têm uma dupla embalagem: uma capa externa, com textura grossa em forma de gota alongada, e uma cápsula interna, com textura fina e leve, com formato aerodinâmico.

Sementes de Guapuruvu (Schizolobium parahyba) (2021), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

Árvore e trabalho
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   Material vegetal abundante       

Os frutos do guapuruvu amadurecem entre os meses de abril e julho. A partir daí, estarão prontos para dispersar suas sementes na mata.

Sementes de Guapuruvu (Schizolobium parahyba) (2021), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

   Em busca de um lugar       

A dispersão das sementes do guapuruvu ocorre a partir do topo da árvore. Elas se soltam da copa e são carregadas pelo vento, girando como uma hélice e caindo longe da planta-mãe, para originar outro indivíduo.

Sementes de Guapuruvu (Schizolobium parahyba) (2021), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

Biodiversidade do Jardim Botânico Araribá, Foto - Guaraci M Diniz Jr, 2020, Da coleção de: Jardim Botânico Araribá
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Arte com vagens e sementes de Guapuruvu (Schizolobium parahyba), Foto - Guaraci M Diniz Jr, 2021, Da coleção de: Jardim Botânico Araribá
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Tronco de Guapuruvu (Schizolobium parahyba), Foto - Guaraci M Diniz Jr, 2020, Da coleção de: Jardim Botânico Araribá
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Embora o guapuruvu não dê frutos comestíveis, costuma atrair aves, que usam seus ramos como poleiro, contribuindo, assim, para a dispersão, pela mata, de outras sementes que elas eventualmente tenham ingerido. Com textura lisa e arredondada, as sementes também são muito usadas como componente de produtos artesanais, por exemplo, botões de roupas.

Guapuruvu (Schizolobium parahyba) (2021), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

Padronagem natural

O tronco do Guapuruvu, de textura raiada, é reto e imponente, podendo atingir até 70 centímetros de diâmetro à altura do peito.

Schizolobium parahyba - Guapuruvu (2021), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

Padronagem natural

Guapuruvu (Schizolobium parahyba) (2021), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

Padronagem natural

Textura de tronco de Guapuruvu (Schizolobium parahyba) (2021), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

Madeira boa para fazer canoa       

Como várias árvores pioneiras da Mata Atlântica, que são de crescimento rápido, o tronco do guapuruvu é leve e de baixa densidade, sendo versátil para a fabricação de canoas, especialidade dos indígenas que habitavam a Mata Atlântica.











Tronco de Guapuruvu (Schizolobium parahyba), Foto - Guaraci M Diniz Jr, 2022, Da coleção de: Jardim Botânico Araribá
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Schizolobium parahyba (Guapuruvu), Foto - Guaraci M Diniz Jr, 2021, Da coleção de: Jardim Botânico Araribá
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Ainda sobre o imponente tronco do guapuruvu, ele é claro, com casca lisa, rajada e acinzentada. A casca contém taninos e, por isso, tem propriedades medicinais adstringentes.

Biodiversidade do Jardim Botânico Araribá (2021), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

Função ecológica

Como todas as leguminosas, o Guapuruvu disponibiliza o nitrogênio presente no solo para outras plantas, desempenhando um papel biológico essencial, junto com a serapilheira acumulada no solo, à medida que suas partes caem da planta, contribuindo para o aumento da biodiversidade.

Terra coberta. (2021), de Foto - Guaraci M Diniz JrJardim Botânico Araribá

Créditos: história

Technical information: Emilson Rabelo, agronomist engineer; Rafael Bueno, ecologist, and Guaraci M. Diniz Jr., environmental educator and ecological farmer 
Text: Tânia Rabello, journalist 
Translation: Luiz Baqueiro, biologist
Composition, production and musical performance: Caique Neri and Danilo Ciolfi

All photos are of trees in the Araribá Botanical Garden (JBA) and the Duas Cachoeiras Private Natural Heritage Reserve (RPPN), which is also a Conservation Unit (UC) of the National System of Conservation Units (SNUC).Composition, production and musical performance: Caique Neri and Danilo Ciolfi

Créditos: todas as mídias
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes. Portanto, ela pode não representar as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
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