RotundaMuseu Nacional Ferroviário
A história da Rotunda funde-se com a história da evolução da cidade do Entroncamento e dos edifícios que fazem parte do complexo ferroviário.
RotundaMuseu Nacional Ferroviário
Foi construída no local do edifício original, demolido em 1976. Aqui, as locomotivas aguardavam entre viagens ou ficavam em espera para revisão ou reparação nas Antigas Oficinas do Vapor.
Do edifício original preserva-se a placa giratória, de 1911 e ainda operacional, para onde confluem 14 linhas férreas. Cabe a este dispositivo inverter o sentido da marcha das locomotivas. Aqui encontramos locomotivas a vapor que circularam em Portugal.
Locomotiva a Vapor CP 855Museu Nacional Ferroviário
As locomotivas a vapor são tão antigas como o caminho de ferro. Inicialmente eram máquinas mais simples e frágeis, pouco potentes e velozes. Mas rapidamente evoluíram, tornando-se a força motriz que traria a modernidade aos locais mais remotos.
Em Portugal, circularam locomotivas de várias origens, por exemplo inglesa, francesa, belga, americana,espanhola, entre outras.
Locomotiva a Vapor CP 135Museu Nacional Ferroviário
Apesar das características comuns, estas podiam ser de diversas tipologias, por exemplo, locomotivas a vapor com tender (uma espécie de vagão, onde eram transportadas as reservas de água e combustível necessárias ao funcionamento autónomo da locomotiva),
RotundaMuseu Nacional Ferroviário
locomotivas tanque (que transportavam água para alimentar a caldeira) ou pequenas locomotivas de manobras (locotratores).
RotundaMuseu Nacional Ferroviário
A locomotiva a vapor evoluiu em duas vertentes diferentes. Procurava-se velocidade para os comboios de passageiros e força para os comboios de mercadorias. Havia ainda locomotivas para “serviço misto”, capazes de assegurar qualquer uma destas duas funções.
Locomotiva a Vapor CP 027Museu Nacional Ferroviário
Cada uma estava atribuída a uma equipa específica, composta por maquinista e fogueiro, responsável pela sua condução e manutenção. A relação entre homem e máquina era próxima, quase familiar.
Muitas destas locomotivas mantiveram-se ao serviço durante grande parte do século 20, sendo gradualmente substituídas por máquinas alimentadas a combustível diesel e, mais tarde, com a eletrificação da rede nacional, por máquinas elétricas.
RotundaMuseu Nacional Ferroviário
Para além da sua numeração em série, por vezes recebiam alcunhas. Aqui podemos ver a Andorinha, as Ratinhas, a Maria Alice, a Pacific, a Espanhola.
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As alcunhas atribuídas podiam estar relacionadas tanto com as suas características específicas, a sua forma, algum aspeto técnico, o seu país de origem, como com histórias e gíria ferroviária.
Locomotiva a Vapor CP 553 PormenorMuseu Nacional Ferroviário
Estas resistiriam entre várias gerações de ferroviários, chegando até aos nossos dias.
Aqui na rotunda, as locomotivas apresentam-se cronologicamente, da mais antiga para a mais recente.
Locomotiva a Vapor CP 02049Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a Vapor CP 02049
A Locomotiva a vapor CP 02049 é a locomotiva mais antiga existente em Portugal. Construída em Inglaterra por altura da inauguração do caminho de ferro no nosso país, ficaria popularmente conhecida por "Andorinha".
Locomotiva a Vapor CP 001Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a Vapor CP 001
Embora não realizassem grandes viagens, os locotratores desempenhavam um papel fundamental na formação e preparação dos comboios que cruzavam o país. É o caso das pequenas locomotivas CP 001, da CP 003 e da CP 005, também conhecidas por Ratinhas.
Locomotiva a Vapor CP 003Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a Vapor CP 003
Pela sua pequena dimensão, aliada à robustez e facilidade de manobra, ficaram afetas aos serviços de construção da via e manobras nas estações, nos depósitos de máquinas ou em zonas de triagem de mercadorias. É o caso daquelas que encontramos no museu, no Entroncamento.
Locomotiva a Vapor CP 005Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a vapor CP 005
Podemos ver, por esta ordem, os exemplares CP 135 (1881, Alemanha), CP 027 (1890, Inglaterra), CP 262 (1898, França), CP 042 (1908, Bélgica), CP 357 (1911, Henshel, Alemanha), CP 754 (1914, Alemanha), CP 553 (1924, Alemanha), CP 070 (1944, Portugal), CP 855 (1945, ALCO, EUA), CP 832 (1947, Espanha) e a CP E 163 (1905, Alemanha).
Locomotiva a Vapor CP 135Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a Vapor CP 135
Esta locomotiva a vapor sem tender foi fabricada na Alemanha pela Sächsische Maschinenfabrik, em 1881. Adquirida pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, era versátil e adequada a todo o tipo de serviços, comboios de passageiros, de mercadorias e manobras.
Adquirida pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, era versátil e adequada a todo o tipo de serviços, comboios de passageiros, de mercadorias e manobras.
Locomotiva a Vapor CP 027Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a Vapor CP 027
Construída pela casa francesa Fives-Lille, foi adquirida pela CP em 1890, para o serviço de comboios urbanos ou suburbanos da região de Lisboa (tambem conhecido por serviço de Tranvias), com destaque para a Linha de Sintra.
Locomotiva a Vapor CP 262Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a vapor CP 262
Também da casa francesa Fives Lille, esta locomotiva datada de 1898 iniciou a época dos comboios rápidos em Portugal.
Locomotiva a Vapor CP 042Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a Vapor CP 042
Esta locomotiva de origem belga foi adquirida em 1908 à Société John Cockerill, pelos Caminhos de Ferro do Estado, para circular na Rede do Minho e Douro, no serviço de passageiros do tipo Tranvias (suburbanos).
Locomotiva a Vapor CP 042, Pormenor
Locomotiva a Vapor CP 357Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a Vapor CP 357
Esta locomotiva fabricada pela alemã Henschel & Sohn, em 1911, destacou-se ao serviço de comboios emblemáticos e de prestígio como o Sud-Express, revelando-se uma das locomotivas a vapor mais velozes a circular em Portugal.
Locomotiva a Vapor CP 754Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a Vapor CP 754
A locomotiva fabricada em 1914 pela alemã Berliner Maschinenbau L. Schwartzkopf pertence à série de locomotivas adquiridas pela Companhia dos Caminhos de Ferro do Estado para a circulação nas Linhas do Minho e Douro.
Locomotiva a Vapor CP 553Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a Vapor CP 553
A CP 553 é uma das mais imponentes locomotivas da coleção, conhecidas pelas “Pacific”. Foi adquirida em 1924, no âmbito das reparações devidas aos Aliados após a Primeira Guerra Mundial.
Locomotiva a Vapor CP 070Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a Vapor CP 070
A Locomotiva a Vapor CP 070 é um exemplo da construção ferroviária em Portugal. Foi fabricada nas Oficinas Gerais de Lisboa da CP em Lisboa-Santa Apolónia, em 1944.
Locomotiva a Vapor CP 070
Locomotiva a Vapor CP 855Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a Vapor CP 855
Esta máquina foi adquirida ao construtor American Locomotive Company (ALCO). Destaca-se pelas linhas tipicamente inspiradas nas “locomotivas de guerra” norte-americanas, dotadas do componente chamado cow catcher (pára vacas), da porta da caixa de fumo rebitada e de um pavilhão “à americana”.
Taken as a whole, the size of the small tender is notable when compared with the locomotive. This shorter length was the solution to allow the locomotive to fit onto existing turntables at various stations in Portugal and respect the weight limits on as many bridges as possible.
Locomotiva a Vapor CP E163Museu Nacional Ferroviário
Locomotiva a Vapor CP E163
Estando as locomotivas de via larga mais representadas, não faltam, ainda assim, exemplares de via estreita. A locomotiva a vapor CP E163, de 1905, foi fabricada pela casa alemã Henschel & Sohn, para os Caminhos de Ferro do Estado. Circulou por todas as linhas de via estreita a Norte do país.
Locomotiva a Vapor CP E163
RotundaMuseu Nacional Ferroviário
Uma linha aguarda pela Espanhola, construída em 1947 pelo fabricante La Maquinista Terrestre y Maritima. Esta máquina está ser restaurada nas oficinas do museu. Terá sido uma das últimas locomotivas a vapor recebidas pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, numa ocasião em que a chegada das máquinas a diesel em Portugal estava próxima.
Locomotiva mineira PejãoMuseu Nacional Ferroviário
Locomotiva Mineira Pejão
A locomotiva mineira “Pejão” é a locomotiva mais pequena em exposição. Foi construída em Inglaterra pelo fabricante Robert Hudson, em 1918.
Testemunha a importância que o caminho de ferro teve noutros sectores de actividade. De bitola estreita (distância entre carris), circulava numa linha de 600mm de largura.
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