Em «Le Bain Turc (d’après Ingres)» encontram-se sinais relativos a uma manifesta erupção do corpo, do sexo e do erotismo, importantes eixos na obra de Pomar. Esta é uma das várias obras em que Júlio Pomar assume, no título, o nome da obra e do artista que lhe serve de referência. Pomar revisita um importante episódio da História da Arte, da pintura e em pintura, mostrando que a cor plana que preenche as formas lhes proporciona um recorte preciso, sendo isso suficiente para conferir estrutura ao quadro. Assim, a cor em si mesma passa a funcionar como uma forma; esta diferencia-se das cores adjacentes ou do fundo porque fornece um recorte, e todas as cores-forma, em conjunto, confluem na estruturação e equilíbrio dos planos. Deste modo, pode dizer-se que Pomar não está mais do que a elaborar e a testar ao nível da dimensão sensível, isto é, da cor, sínteses sobre a construção de uma imagem. A este propósito, Júlio Pomar é claro: «Ingres e Matisse, os dois juntos, ajudaram-me no meu trabalho. A influência deles foi complementar e decisiva.»
Você tem interesse em Visual arts?
Receba atualizações com a Culture Weekly personalizada
Tudo pronto!
Sua primeira Culture Weekly vai chegar nesta semana.