Na base das pinturas decorrentes da experiência que Pomar viveu no território da Amazónia estão, como o próprio descreve em entrevista ao crítico da arte, Alexandre Melo, um conjunto de estudos em desenho, de registo solto e espontâneo. Estes esboços e apontamentos serviram, sobretudo, para captar e compreender gestos, movimentos de grupo e rituais que o pintor viria a reelaborar posteriormente, com recurso à cor.
«Parti meio descrente, fiquei dois meses sem arredar pé, enchi blocos e blocos de apontamentos rápidos, proibi-me a pintura para não ser por ela distraído. Queria-me o mais possível disponível para receber as imagens que naturalmente não veria mais. Quando regressei, durante dois meses só pintei índios.»
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