Fotografias DulcinaFundação Brasileira de Teatro
EUA no roteiro da profissão
No início de Março de 1937, Dulcina de Moraes e seu marido Odilon Azevedo, sócio na companhia Dulcina-Odilon, partem em uma viagem aos Estados Unidos da América que seria de forte impacto para os trabalhos futuros da Companhia.
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Desembarcaram em Nova Iorque, onde foram ciceroneados por Ethel Fagan, membro do WCA Federal Theater e por Ted Mounts, Relações Públicas, que acompanharam o casal por uma viagem que durou cerca de 6 meses.
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Chegada na Broadway
Em Nova Iorque tiveram a oportunidade de assistir a uma série de peças do circuito da Broadway, entrar em contato com novos recursos técnicos de iluminação, cenografia, figurinos, entre outros, que influenciariam diretamente suas produções futuras;...
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...dentre elas as peças Victoria Regina, de Laurence Housman, Tovarich, de Jacques Deval e You Can´t Take it With You (Do mundo nada se leva), de Kaufman e Hart, foram incluídas no repertório da Companhia e encenadas no Brasil pouco após o retorno do casal.
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Além destas, The Women (As Mulheres), de Claire Boothe também estava em cartaz durante a estada de Dulcina em Nova Iorque.
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Dulcina e a construção de Brasília
Este texto foi encenado diversas vezes por Dulcina mais adiante, inclusive em uma célebre montagem na cidade de Brasília ainda em construção, que serviria para arrecadar fundos para estabelecer a nova sede da Fundação Brasileira de Teatro na cidade.
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Ainda em Nova Iorque puderam entrar em contato com livrarias especializadas em teatro como Drama Bookshop, Dramatists Play Service Inc. e com os proliferantes estúdios de pesquisa em atuação que traziam os primeiros contatos com...
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...o sistema Stanislavski, como o de Tamara Daikarhanova, Andrius Jilinski e Vera Soloviova; a Escola de Arte Dramática de Maria Ouspenskaia e a escola do Theater Group.
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Dulcina nos jornais dos EUA
Em abril partiram para Washington e sua chegada foi noticiada pelo Washington Post em 15/04/1937 com a seguinte manchete: “ Brazilian Stars Here on Tour of America” e abaixo da foto do casal a legenda: “Dulcina and Odilon Azevedo, The Linn Fontanne and Alfred Lunt of South America”, comparando o casal de atores brasileiros ao casal de atores estadunidenses.
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Passeios turísticos
Após a passagem por Washington continuaram a viagem pela costa do pacífico conhecendo lugares turísticos como Niagara Falls, Grand Canyon, Lago Michigan, Golden Gate, e participando de eventos sociais oficiais, seguindo a programação de Ethel.
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A vez de Hollywood
Em julho chegaram à Hollywood, onde somou-se à equipe de cicerones o jornalista brasileiro Gilberto Souto. Com ele Dulcina e Odilon conheceram estúdios de cinema e puderam visitar o set de filmagem de Ali Baba Goes to Town.
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Dulcina foi maquiada por Max Factor e fotografada por um célebre fotógrafo de então, Bruno Bernard, conhecido como Bruno de Hollywood. Um dos maiores figurinistas da Warner Brothers desenhou o guarda roupa de Dulcina para uma peça estadunidense Personal Appearance que deveria ser produzida no seu regresso ao Brasil.
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Retorno ao Brasil
Voltaram ao Brasil na embarcação batizada Western Prince (Dulcina era completamente avessa às viagens de avião) com planos de um retorno de Dulcina aos EUA.
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Ela atuaria nos palcos da Broadway, sob o agenciamento de Ethel Fagan, defendendo o papel de Yorrah, da peça La joie d´aimer, de Verneuil, autor frequente do repertório de Dulcina.
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Infelizmente para a America do Norte estes planos não se realizaram e os palcos nova iorquinos nunca chegaram a receber Dulcina em cena.
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Dulcina no cinema
Sorte para seu público brasileiro que pode aproveitar as consequências artísticas das influências da viagem no trabalho de Dulcina, incluíndo sua única incursão no universo cinematográfico, o filme 24 horas de sonho, dirigido por Chianca Garcia, lançado em 1941.
Fundação Brasileira de Teatro
Texto: Raissa Gregori.
Fonte: VIOTTI, Sergio, Dulcina e o Teatro de seu Tempo. Rio de Janeiro: Lacerda editores, 2000.
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