Celebrando 15 anos!

Piabanha, um século de história

A Memória da Eletricidade reúne registros sobre a Usina Piabanha e seu papel na história da eletrificação no estado do Rio de Janeiro.

Vista lateral do prédio da usina (1908-07-28), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/3538/if0029-02-vista-lateral-do-predio-da-usina

Esta exposição apresenta imagens raras da construção da usina, reunidas a partir de um dos primeiros acervos doados à Memória da Eletricidade. 

Um registro potente sobre engenharia, trabalho e transformação.

Rio Piabanha (1908-09-09), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/3352/if0019-02-rio-piabanha

Rio Piabanha: o início de tudo

Nos primeiros anos de 1900, em meio a transformações no estado do Rio de Janeiro, a construção da Usina Alberto Torres, em Três Rios, marcou um passo decisivo na eletrificação do país. Popularmente chamada de Usina Piabanha, tornou-se símbolo da modernização que chegava na região.

Rio Piabanha e operário (1906-09-09/1908-05-05), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/3355/if0019-05-rio-piabanha-e-operario

A Guinle Co., principal fornecedora de energia elétrica no estado à época, adquiriu em 1905 uma área às margens do rio Piabanha. A escolha se deu pelo forte potencial hidráulico da região, essencial para a instalação da usina.

Pioneiros e trabalhadores sobre passadiço (1906/1907), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/3424/if0023-05-pioneiros-e-trabalhadores-sobre-passadico

Superando a geografia

A Usina Hidrelétrica Piabanha foi pioneira ao se instalar em uma região montanhosa, superando os desafios do relevo com soluções inovadoras de engenharia. Sua construção representou um marco no avanço técnico e na interiorização da infraestrutura elétrica.

Engenheiros, operários e transporte de carga da Usina de Piabanha (1907/1908), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32155/if0022-06-engenheiros-e-trabalhadores-e-transporte-de-carga-da-usina-de-piabanha

Cachoeira nos arredores da localidade da UHE de Piabanha (1906/1907), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/3421/if0023-02-cachoeira-nos-arredores-da-localidade-da-uhe-de-piabanha

Fundações Usina Hidrelétrica Piabanha (1906/1908), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/3367/if0019-18-fundacoes-usina-hidreletrica-piabanha

Linha de transmissão Cascatinha (1908-03-30), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/3000/if0016-05-linha-de-transmissao-cascatinha

Com seu fornecimento de energia, a usina foi decisiva para a 
industrialização e o crescimento urbano da região serrana do 
Rio de Janeiro, atendendo municípios como Petrópolis, Niterói, 
São Gonçalo, Magé e Três Rios.

Construção do canal de Fuga (1906-10/1908-07), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/31943/if0017-04-construcao-do-canal-de-fuga

Engenharia em movimento

A construção da usina começou em 1906, com o objetivo de transformar o potencial do rio em energia elétrica.  Era o início de uma obra ousada, que envolveu soluções logísticas complexas e grande engenhosidade.

Trabalhadores testando o ajustamento do encanamento (1908-04-01), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32367/if0026-19-trabalhadores-testando-o-ajustamento-do-encanamento

A implantação da usina exigiu superar desafios.  Foram necessárias soluções técnicas inovadoras para vencer terrenos íngremes e isolados, o que representou um feito pioneiro da engenharia elétrica no estado.

Locomotiva transportando peças de condutos forçados (1906/1908), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/278/construcao-dos-condutos-forcados-da-usina-de-piabanha

Instalada em uma região de relevo acidentado e afastada dos grandes centros, a obra exigiu soluções engenhosas para o transporte de materiais e o avanço da construção em terreno difícil.

Vista do alto do reservatório de compensação dos encanamentos (1907-01/1908-05-04), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32078/if0020-19-vista-do-alto-do-reservatorio-de-compensacao-dos-encanamentos

Vista geral das obras de construção da casa geradora, Desconhecido, 1908-02-14, Fonte original: https://memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32598/if0030-21-vista-geral-das-obras-de-construcao-da-casa-geradora
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Obras de construção da casa geradora, Desconhecido, 1908-03-22, Fonte original: https://memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32577/if0030-01-obras-de-construcao-da-casa-geradora
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Vista da barragem concluída com queda d'água (1908-08-31), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32231/if0025-21-vista-da-barragem-concluida-com-queda-dagua

A barragem foi erguida com técnicas consideradas inovadoras para a época, aproveitando o desnível natural do rio Piabanha para movimentar turbinas hidráulicas e garantir a produção de energia de forma eficiente​.

Obras de construção da casa geradora (1908-03-18), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32599/if0030-22-obras-de-construcao-da-casa-geradora

Naquele período, o Brasil republicano recebia um expressivo fluxo de imigrantes, cuja mão de obra teve papel fundamental no avanço das atividades produtivas e no início do processo de industrialização e modernização do país.

Obras de construção da casa geradora (1908-01-08), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32579/if0030-03-obras-de-construcao-da-casa-geradora

Estação geradora da Usina Hidrelétrica de Piabanha (1908-07-28), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/3539/if0029-03-estacao-geradora-da-usina-hidreletrica-de-piabanha

Memória de um começo

A inauguração da Usina Hidrelétrica Piabanha ocorreu em 1908, com uma capacidade instalada de 9.600 kW e uma linha de transmissão de aproximadamente 96 km de extensão​.

Interior da Usina de Piabanha (1908-03-03/1908-11-25), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32608/if0031-02-interior-da-usina-de-piabanha

Postes de iluminação elétrica na rua da praia, em Niterói (1908-07-22), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32901/if0033-03-postes-de-iluminacao-eletrica-na-rua-da-praia-em-niteroi

Cidades iluminadas

Em 1909, foi fundada a Companhia Brasileira de Energia Elétrica (CBEE), pela Guinle & Co., que passou a controlar a usina e suas concessões. Os contratos assinados com a Companhia Cantareira e a Viação Fluminense , visava o fornecimento de energia às linhas de bondes elétricos em Niterói.

Engenheiros da Usina de Piabanha (1906), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/33025/if0105-01-engenheiros-da-usina-de-piabanha

História documentada

O engenheiro César Rabello foi responsável pelo projeto, pela execução da usina e pela organização dos registros fotográficos. O acervo foi doado por seu neto à Memória da Eletricidade na década de 1980, uma das primeiras doações recebidas.

Depoimento de Cesar Rabello Cotrim – Exposição “Piabanha, um século de história” (2025), de Memória da EletricidadeMemória da Eletricidade

Grupo a cavalo, nos arredores da UHE de Piabanha (1906/1907), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32151/if0022-04-engenheiros-e-trabalhadores-da-usina-hidreletrica-de-piabanha

A coleção, composta por mais de 400 imagens, documenta técnicas, maquinários e outros aspectos que preservam a memória do setor de energia elétrica e a memória social do trabalho.

Interior da Turbina (1908-03-03/1908-11-25), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32619/if0031-13-interior-da-turbina

Os registros fotográficos cumprem o papel de documentar uma época de progresso na história do país, funcionando como meio de informação e conhecimento, sem perder seu valor estético.

Base de torre de transmissão (1908-04-30), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/1815/linhas-e-torres-de-transmissao-da-usina-hidreletrica-piabanha

O olhar da câmera

As fotografias da Usina Piabanha revelam mais que registros técnicos. 
O olhar do fotógrafo está presente em cada imagem, guiando a atenção do espectador para detalhes que destacam a grandeza da obra e a força do trabalho.

Turbina instalada na Usina Hidrelétrica de Piabanha (1908-04-04), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32576/if0028-03-turbina-instalada-na-usina-hidreletrica-de-piabanha

Os ângulos escolhidos não são neutros. Em muitas fotos, a composição evidencia estruturas imponentes e a presença dos operários, revelando intenções estéticas e narrativas por trás de cada clique.

Vista de etapa da construção do vertedouro (1908-11-09), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/3331/if0018-08-vista-de-etapa-da-construcao-do-vertedouro

Interruptores de óleo da Usina de Piabanha (1908-11-25), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/32611/if0031-05-interruptores-de-oleo-da-usina-de-piabanha

Não é possível precisar com exatidão o equipamento fotográfico utilizado, mas sabe-se que o processo empregado foi o de negativo-positivo.

Engenheiros e trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Piabanha (1908), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/3001/if0016-06-base-de-torre-de-transmissao

Caminhos cruzados

A partir dessas imagens, pode-se recuperar informações e 
reflexos do passado, por meio da análise de elementos iconográficos, 
como a indu​mentária, os marcadores sociais e os aspectos da memória coletiva presentes nas expressões, nos cenários e nos gestos registrados.

Engenheiro e trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Piabanha (1906/1907), de DesconhecidoFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/3425/if0023-06-engenheiro-e-trabalhadores-da-usina-hidreletrica-de-piabanha

Panfleto Memória da Eletricidade – 80 anos de Piabanha (2025), de Memória da EletricidadeMemória da Eletricidade

Uma história compartilhada

Parte da coleção já foi exibida em exposição produzida pela Memória da Eletricidade, reafirmando seu compromisso com a história do setor elétrico brasileiro.

Fachada da casa de máquinas da Usina Hidrelétrica de Piabanha (1988), de Mario Penna BheringFonte original: https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/143334/ia001-01-fachada-da-casa-de-maquinas-da-usina-hidreletrica-de-piabanha

Legado histórico

Conhecer a história da Usina Piabanha é entender como a energia elétrica começou a transformar o Brasil. Preservar esse marco pioneiro é valorizar os desafios superados, reconhecer as memórias que nos trouxeram até aqui e inspirar os caminhos que ainda vamos percorrer.

Créditos: história

CENTRO DA MEMÓRIA DA ELETRICIDADE NO BRASIL
Copyright © 2025

Presidente | ALBERTO GALVÃO MOURA JARDIM
Diretora-executiva | CLAUDIA TRIGUEIRO
Gerente de Acervo e Pesquisa | AMANDA CARVALHO
Gerente de Produção e Editoração interina | CLAUDIA TRIGUEIRO
Gerente de Comunicação e Marketing | LEILA GUIMARÃES
Gerente Financeira e de Recursos Humanos | ALESSANDRA SOUTO MAIOR

Exposição | PIABANHA, UM SÉCULO DE HISTÓRIA
Realização | MEMÓRIA DA ELETRICIDADE
Parceria | GOOGLE ARTS & CULTURE
Lançamento | JUNHO, 2025

Ficha Técnica:
Coordenação | AMANDA CARVALHO
Curadoria | BRUNA MARTONI
Pesquisa e Conteúdo | BRUNA MARTONI
Revisão | VINÍCIUS TRINDADE
Imagens e Acervo | MEMÓRIA DA ELETRICIDADE – CESAR RABELLO COTRIM
Tratamento de Imagens | VANESSA BARANDA
Mídias Sociais | LEILA GUIMARÃES
Design e Adaptação Digital | BRUNA MARTONI E LAMARK MORAIS
Vídeos e Edição | MARY PAZ GUILLÉN E LAMARK MORAIS

Créditos: todas as mídias
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes. Portanto, ela pode não representar as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.

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