Formalismo

Com a finalidade explorar a invenção americana de roupas (ready-to-wear), Ready-to-wear é uma pintura realizada em 1955 por Stuart Davis, um dos mais mediáticos modernistas americanos. O termo que intitula a obra foi pela primeira vez empregue em Montgomery Ward. Atendendo ao contexto histórico em que a obra foi concebida, é possível interpretar as áreas com tonalidades de vermelho, branco, preto e azul como sendo elementos representativos de pedaços de tecido, aparentemente soltos e misturados. Destaca-se, ainda, a forma branca angular existente no canto superior direito do quadro, a qual retrata um dos materiais mais utilizados na confeção de vestuário - a tesoura. Este e outros motivos simbólicos visam exprimir não só a vitalidade da indústria do vestuário pronto-a-vestir, como também o ambiente de crescimento e de progresso vivido na própria América. Encarando a paleta de acordo com a perspetiva formalista - como um todo, portanto -, a composição é brilhante e energética, sendo que o conjunto das suas partes integrantes constitui a forma significante, a qual transmite uma emoção estética, instantânea e instintivamente reconhecida pelo público mais sensível.
Apesar de ter sido criada em 1997, a obra Regreso Al Espacio Limitado começou a ser idealizada logo desde 1967. Esta pintura de Carlos Rojas encontra-se claramente influenciada pelas obras abstratas do artista holandês Piet Mondrian. Baseando-se na clássica ideia do tabuleiro de xadrez e na dinâmica intelectual deste jogo, Rojas pretendia materializar a sequencialidade dos pensamentos de um xadrezista. O facto de a criação exibir unicamente cores neutras é um parâmetro que, à luz da conceção formalista, força o espetador a concentrar-se no padrão geométrico da obra e a percecionar a forma significante da mesma.
Miró, célebre artista de renome internacional, pintou Personagge em 1973, poucos meses após ser octogenário. Por isso, esta obra espelha o seu característico estilo tardio, no qual o artista ousa estabelecer uma relação direta com a tela, desprezando desenhos preparatórios ou outras colagens intermédias. No âmbito do formalismo, esta ausência de premeditação confere ao trabalho do artista uma notável força e impacto que resulta da perceção da obra como um todo – a emoção estética. A simplificação das formas e das cores traduz a maturidade artística que o pintor foi desenvolvendo na cidade de Paris, facilitada pela sua adesão ao grupo surrealista, em 1924. Repara-se, ainda, que o preto é o tom predominante, delimitando o espaço dedicado às outras cores. Este fator é determinante, na medida em que, ao intensificar o brilhantismo contrastivo da obra, desencadeia a emoção estética no público recetor. A tela foi exibida na retrospetiva dedicada à obra de Miró, realizada no Grand Palais e no Musée d'Art Moderne, em Paris, em 1974.
O título desta obra, Suprematism, deriva de um movimento artístico russo centrado em formas geométricas básicas (sobretudo o quadrado e o círculo), designado por suprematismo. O mentor deste movimento foi o próprio autor da referida obra, Kazimir Malevich (1878-1935). Tal como a obra artística sugere, o suprematismo caracteriza-se pela simplicidade das formas geométricas e pelo emprego de uma gama cromática restrita (cores primárias e secundárias; branco e preto). A preocupação fundamental do estilo suprematista enquadra-se perfeitamente na tese formalista: inserir harmoniosamente as formas no espaço que as envolve, de forma a representar a pureza e a afetar a sensibilidade do público (suscitando nele emoção estética). Por esta razão, o Suprematismo foi abreviadamente definido como sendo "a supremacia da sensação pura". Note-se que este estilo foi o «catalisador» para o nascimento da pintura abstrata modernista.
Toda a produção artística de Syed Haider Raza (nascido em 1922, na aldeia Babariya) prima pela sua harmonia e coesão internas, pois o autor pretende retratar a natureza tranquilizante na qual cresceu. Numa fase inicial, o projeto artístico de S. H. Raza é caracteriza pela predominância de formas simples como círculos, quadrados e linhas, evoluindo posteriormente para obras vibrantes como esta (Untitled), marcadas pelas cores ressonantes de vermelho e preto (e, noutras obras, azul marino) que facilmente provocam emoção estética. Apesar de, como já se abordou, o contexto político, social e económico ser considerado irrelevante à luz da perspetiva formalista (afinal, a experiência física do espectador perante a obra é determinante), considera-se adequado fazer-lhe uma sucinta referência. Em meados de 1940, o Mundo inteiro atravessou mudanças bruscas e consideráveis decorrentes do impacto da Segunda ****** Mundial. A Índia também sentiu este «abanão». Afinal, os conflitos bélicos trouxeram para ela muitos europeus e norte-americ***s, soldados e refugiados que fomentaram a miscigenação. Este ambiente de descoberta e inquietação imprimiu alterações nas práticas artísticas, uma das quais a revalorização dos padrões formais das pinturas. A obra Suite: Olympic Centennial Moment but Eternal foi criada em 1992 por Chu Ko, cujas produções artísticas se regem por estilos abstratos, hiperrealismo e até minimalismo. Tal como se deduz pelo seu título, a obra foi pintada durante o *** dos aclamadas e ansiados Jogos Olímpicos. Este contexto tão particular permite ao espetador interpretar os traços acastanhados como pertencendo a um indivíduo que se prepara para iniciar uma prova (a de velocidade). A variedade de formas e as cores fortes e vibrantes expressam um momento importantíssimo que, apesar de fugaz, parece eterno.
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