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Tudo o que eu quero: O Lugar da Artista

Conheça a seleção de obras que integra este núcleo temático da exposição «Tudo o que eu quero – Artistas portuguesas de 1900 a 2020», acompanhada por um texto dos curadores.

Por Fundação Calouste Gulbenkian

Curadoria: Helena de Freitas e Bruno Marchand

Autorretrato “com o laço negro” (c. 1895) de Aurélia de SousaFonte original: Coleção José Caiado de Souza

Núcleo 2 – O Lugar da Artista     

Neste primeiro núcleo da exposição, marcam encontro duas pintoras que, à distância de um século, questionam o lugar da mulher na história da arte através de recursos e modos que diríamos opostos. Trata-se de um jogo entre presença e ausência, recorrente nas estratégias de muitas outras artistas.

Autorretrato “com o laço negro” (c. 1895) de Aurélia de SousaFonte original: Coleção José Caiado de Souza

Autorretrato “com o laço negro” , c. 1895
Óleo sobre tela
67,5 x 47 cm
Coleção José Caiado de Souza

Autorretrato (c. 1895) de Aurélia de SousaFonte original: Coleção José Caiado de Souza

Autorretrato, c. 1895
Óleo sobre tela
36 x 26,5 cm
Coleção José Caiado de Souza

Estudo (Mãos da Artista) (não datado) de Aurélia de SousaFonte original: Museu Nacional de Soares dos Reis

Estudo (Mãos da Artista), não datado
Óleo sobre tela
34,3 x 30 cm
Museu Nacional de Soares dos Reis, inv. 706 Pin MNSR

Danae (1992) de Rosa CarvalhoFonte original: Coleção Jorge Silva Lopes

Aurélia de Sousa interpela e desafia pela marcação obsessiva da sua autorrepresentação; como contraponto, Rosa Carvalho subtrai o modelo feminino à rigorosa citação de obras de referência histórica (Danae, de Rembrandt, 1636-1647; L’Odalisque blonde, de François Boucher, 1751; Portrait de madame Récamier de Jacques-Louis David, 1800), esvaziando a imagem e sabotando o sentido do desejo e voyeurismo masculinos dos originais.

Danae (1992) de Rosa CarvalhoFonte original: Coleção Jorge Silva Lopes

Danae, 1992
Óleo sobre tela
140 x 180 cm
Coleção Jorge Silva Lopes

L’Odalisque blonde (1992) de Rosa CarvalhoFonte original: Coleção Particular

L’Odalisque blonde, 1992
Óleo sobre tela
140 x 180 cm
Coleção Particular

Re-Récamier (2020) de Rosa CarvalhoFonte original: Coleção da Artista

Re-Récamier, 2020
Óleo sobre tela impressionada
140 x 200 cm
Coleção da Artista

Sem título (1997) de Rosa CarvalhoFonte original: Coleção Gil Heitor Cortesão

Sem título, 1997
Técnica mista sobre papel
56 x 34,5 cm
Coleção Gil Heitor Cortesão

cabeça, tronco e membrosFonte original: Coleção da Artista

À entrada, Armanda Duarte questiona o lugar, o tempo, a identidade da obra, anunciada como um corpo (cabeça, tronco e membros) que é também uma medida – a sua altura –, desbastada e transformada em pó numa ação performativa que decorre ao longo dos dias da exposição.

cabeça, tronco e membrosFonte original: Coleção da Artista

cabeça, tronco e membrosFonte original: Coleção da Artista

cabeça, tronco e membrosFonte original: Coleção da Artista

cabeça, tronco e membros, 2012
Linha de balsa, folha de lixa e pequena prateleira
172 x ø 0,5 cm (linha de balsa)
0,5 x 55 x 6,5 cm (prateleira)
Coleção da Artista

duas exposições (2010) de Armanda DuarteFonte original: Coleção Luís Torgal Ferreira, Lisboa

duas exposições, 2010
Dois envelopes de papel sobre prateleira de MDF
16 x 20,5 x 6 cm (envelopes)
16,6 x 21 x 2,6 cm (prateleira)
Coleção Luís Torgal Ferreira, Lisboa

Toque para explorar

(Clique na imagem e navegue pela sala)

Capa do catálogo da exposiçãoFundação Calouste Gulbenkian

Esta exposição reúne cerca de duas centenas de obras de quarenta artistas portuguesas. O seu objetivo primordial é contribuir para a reparação do sistemático apagamento a que o trabalho destas artistas – como tantas outras, noutras geografias – foi desde sempre votado.

Está no núcleo 2 de 14.
Continue a visita à exposição acedendo ao núcleo seguinte:

Tudo o que eu quero: Feminino Plural
Créditos: história

A exposição Tudo o que eu quero: Artistas portuguesas 1900-2020, no seu primeiro momento no Museu Calouste Gulbenkian, insere-se no contexto da programação cultural que decorre em paralelo à Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia 2021.

Exposição organizada pelo Ministério da Cultura de Portugal, Direção Geral do Património Cultural e a Fundação Calouste Gulbenkian, em co-produção com o Centro de Criação Contemporânea Olivier Debré, Tours e com a colaboração do Plano Nacional das Artes.

Curadoria e texto:
Helena de Freitas e Bruno Marchand


Conheça mais detalhadamente o universo das artistas apresentadas neste núcleo através de um texto de Lígia Afonso / Plano Nacional das Artes:
Aurélia de Sousa
Rosa Carvalho
Armanda Duarte

Créditos: todos os meios
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes, podendo nem sempre refletir as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
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