A festejar o 15.º aniversário!

Aurélia de Sousa

Conheça o universo da artista num texto acompanhado por uma seleção de obras da exposição «Tudo o que eu quero – Artistas portuguesas de 1900 a 2020»

Por Fundação Calouste Gulbenkian

Texto de Lígia Afonso / Plano Nacional das Artes

Autorretrato (c. 1895) de Aurélia de SousaFonte original: Coleção José Caiado de Souza

Aurélia de Sousa nasceu em 1866 em Valparaíso, no Chile, e viveu depois no Porto, em Portugal, na Quinta da China, casa setecentista situada nas margens do Douro, que se tornará ambiente e atelier para a produção de inúmeras pinturas e fotografias. Interiores intimistas, retratos, cenas do quotidiano doméstico, jardins, naturezas-mortas, flores ou vistas sobre o rio são temáticas recorrentes do seu trabalho, que se caracteriza por um naturalismo expressivo.

Autorretrato (c. 1895) de Aurélia de SousaFonte original: Coleção José Caiado de Souza

Autorretrato, c. 1895
Óleo sobre tela
36 x 26,5 cm
Coleção José Caiado de Souza

No Atelier (1916) de Aurélia de SousaFonte original: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado

No Atelier, 1916
Óleo sobre tela
55 × 48 cm
Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, inv. 279

Sem título (Autorretrato) (não datado) de Aurélia de SousaFonte original: Coleção Pedro Aguiar-Branco

Sem título (Autorretrato), não datado
Prato de cerâmica pintado
ø 31,5 cm
Coleção Pedro Aguiar-Branco

História de coelhos (biombo em tríptico) (não datado) de Aurélia de SousaFonte original: Museu da Cidade / Casa Marta Ortigão Sampaio

A morte prematura do pai intensifica a experiência do feminino numa família maioritariamente constituída por mulheres, várias das quais, incluindo Aurélia, não casarão nem abandonarão a casa materna. A reflexão sobre a condição da mulher na viragem para o século XX e no quadro da sociedade do Porto, onde vive, ou de Paris, onde ingressa na Académie Julian já com cerca de 30 anos, é a chave para a compreensão da sua obra, que foi tardiamente reconhecida pela História da Arte Portuguesa.

História de coelhos (biombo em tríptico) (não datado) de Aurélia de SousaFonte original: Museu da Cidade / Casa Marta Ortigão Sampaio

História de coelhos (biombo em tríptico), não datado
Óleo sobre tela aplicada sobre tecido
177 x 53 cm (fechado)
Museu da Cidade / Casa Marta Ortigão Sampaio, inv. 1978.31.0106

Estudo (Mãos da Artista) (não datado) de Aurélia de SousaFonte original: Museu Nacional de Soares dos Reis

Estudo (Mãos da Artista), não datado
Óleo sobre tela
34,3 x 30 cm
Museu Nacional de Soares dos Reis, inv. 706 Pin MNSR

Estudo para Santo António (Autorretrato) (não datado) de Aurélia de SousaFonte original: Coleção José Caiado de Souza

Os seus enigmáticos, andróginos e provocadores autorretratos, nos quais se representa com um icónico casaco vermelho, um desproporcional laço negro ou travestida de Santo António, constituem uma histórica manifestação de afirmação autoral protagonizada por uma artista mulher.

Estudo para Santo António (Autorretrato) (não datado) de Aurélia de SousaFonte original: Coleção José Caiado de Souza

Estudo para Santo António (Autorretrato), não datado
Fotografia
16,5 x 13,5 cm
Coleção José Caiado de Souza

Santo António (Autorretrato) (c. 1902) de Aurélia de SousaFonte original: Museu da Cidade / Casa Marta Ortigão Sampaio

Santo António (Autorretrato), c. 1902
Óleo sobre tela
189 x 99 cm
Museu da Cidade / Casa Marta Ortigão Sampaio, inv. CMMOS 1978.31.0117

Autorretrato “com o laço negro” (c. 1895) de Aurélia de SousaFonte original: Coleção José Caiado de Souza

Autorretrato “com o laço negro”, c. 1895
Óleo sobre tela
67,5 x 47 cm
Coleção José Caiado de Souza

Autorretrato (c. 1900) de Aurélia de SousaFonte original: Museu Nacional de Soares dos Reis

Autorretrato, 1900
Óleo sobre tela
45,6 x 36,4 cm
Museu Nacional de Soares dos Reis, inv. 878 Pin MNSR

Créditos: história

Seleção de obras apresentada na exposição Tudo o que eu quero: Artistas portuguesas 1900-2020, no seu primeiro momento no Museu Calouste Gulbenkian, no âmbito da programação cultural que decorre em paralelo à Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia 2021.

Exposição organizada pelo Ministério da Cultura de Portugal, Direção Geral do Património Cultural e a Fundação Calouste Gulbenkian, em co-produção com o Centro de Criação Contemporânea Olivier Debré, Tours e com a colaboração do Plano Nacional das Artes.

Curadoria:
Helena de Freitas Bruno Marchand

Texto de Lígia Afonso / Plano Nacional das Artes
Seleção de recursos online Maria de Brito Matias



Conheça melhor as obras de Aurélia de Sousa apresentadas no contexto desta exposição:
Tudo o que eu quero: Ponto de Partida
Tudo o que eu quero: O Lugar da Artista
Tudo o que eu quero: O Teatro do Corpo

Créditos: todos os meios
Em alguns casos, é possível que a história em destaque tenha sido criada por terceiros independentes, podendo nem sempre refletir as visões das instituições, listadas abaixo, que forneceram o conteúdo.
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