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Do Campo à Passarela

Saiba como o concurso "Rainha do Algodão", apoiado pela Bolsa de Mercadorias de São Paulo, impulsionou o mercado desse produto

Fardos de Algodão (1930), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

O algodão na economia brasileira

Assim como a cana de açúcar, o ouro, o café e a borracha, o algodão desempenhou um papel fundamental na economia brasileira desde o século XIX, consolidando-se como uma das principais commodities agrícolas do país.

Mulher utilizando tear. (1930), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

Na indústria têxtil, setor que por décadas foi um dos maiores empregadores do Brasil, o algodão sempre esteve no centro da produção, das primeiras fábricas de tecido no final do século XIX até o boom industrial no século XX.

Pregão da BMSP (1954), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

E o que o algodão tem a ver com a história da BMSP?

Desde a fundação da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (BMSP), em 1917, o algodão foi um dos principais produtos negociados. Ela também atuou ativamente na promoção do seu cultivo e na organização de sua produção, intensificando essas atividades após a crise do café, em 1929.

Discurso de abertura da FENIT (1959), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

Além disso, a BMSP realizava análises de qualidade das fibras e promovia e apoiava eventos como a Semana do Algodão e a Fenit - Feira Nacional da Indústria Têxtil, essenciais para o fortalecimento dos tecidos nacionais e incentivo do consumo de produtos têxteis.

Candidates for the title of Maid of Cotton, 1959 (1959), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

Rainha do algodão

Nesses eventos, surgiu a figura da "Rainha do Algodão“, que tinha a missão de divulgar o algodão brasileiro, garantindo visibilidade à moda nacional e estabelecendo conexões com o mercado internacional.

Rainha do Algodão (1956), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

Assim como as misses, as Rainhas do  Algodão eram nomeadas ou eleitas anualmente.

Vamos conhecer algumas delas?

Maid of Cotton, 1951 (1951), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

A primeira Rainha do Algodão noticiada pela Revista dos Mercados, publicação mensal da BMSP, foi Regina Ararigboia, nomeada no ano de 1951, pelo jornalista Assis Chateubriand, em comemoração à retomada da produção do algodão no solo do oeste do estado de São Paulo.

Maid of Cotton, 1951 (1951), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

Na ocasião, Ararigboia foi convidada pelo presidente da BMSP para participar da Semana do Algodão, onde foi realizado o leilão do primeiro fardo da safra paulista, junto de Jeannine Holand, eleita Maid of Cotton 1951 nos Estados Unidos, principal exportador desta commodity.

Maid of Cotton, 1951 (1951), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

No evento, além do leilão, aconteceu um desfile de moda, inspirado pela participação da representante norte-americana, que apresentou trajes confeccionados em tecido de algodão. Com um forte caráter filantrópico, toda a renda arrecadada no evento foi destinada a projetos sociais

Maid of Cotton, 1953 (1953), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

Em 1953, a escolha da rainha aconteceu durante o Congresso Nacional de Algodão, que teve Olga Clepf como vencedora. O evento, que incluiu um baile e um desfile de moda, aconteceu em Rancharia/SP e reuniu a alta sociedade da região.

Maid of Cotton, 1953 (1953), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

Neste ano, foi arrecadado cerca de um milhão e quinhentos mil cruzeiros, revertidos para a construção da Santa Casa de Misericórdia em Rancharia.

Candidates for the title of Maid of Cotton, 1958 (1958), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

Já em 1958, a escolha da Rainha do Algodão foi realizada durante as comemorações do 40º aniversário da sede da BMSP. O evento, realizado na FENIT, também contou com o tradicional leilão do 1º fardo algodoeiro, com a renda revertida às instituições de assistência social.

Maid of Cotton, 1958 (1958), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

Na ocasião, as candidatas ao título participaram de um desfile de moda representando importantes industrias têxtis como a I.R.F Matarazzo, Carone, Cia. Gaspar Gasparian e Com. Nacional de Veludos Velna. O concurso foi vencido por Alaide Barone.

Rainha do Algodão, 1959 (1959), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

Em 1959, seguindo a tradição, o evento foi elogiado por sua beleza e organização. Segundo costureiros da época, foi o mais brilhante desfile já realizado em São Paulo.

Rainha do Algodão, 1959 (1959), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

Além de belos tecidos de algodão e da elegância das candidatas selecionadas, também ocorreu o leilão do fardo nº 1, como de costume. Nesta ocasião, a vencedora foi Norma Sauter. 

Candidates for the title of Maid of Cotton, 1960 (1960), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

Em 1960, as candidatas foram avaliadas por uma comissão de destaque, composta por artistas e cronistas das colunas sociais. A vencedora foi Mara Helena Santoro Bertini, que conquistou diversos prêmios, incluindo uma viagem ao Japão.

Rainha do Algodão (1959), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

Durante toda a década de 1950 a BMSP apoiou os concursos e promoveu importantes eventos, consolidando sua importância na construção de um mercado de algodão dinâmico e competitivo, o que possibilitou, também, a promoção da moda brasileira.  

Rainha do Algodão, 1959 (1959), de BMSPMUB3 - Museu da bolsa do Brasil

No acervo do MUB3, é possível encontrar diversos registros desse período, incluindo fotografias do desfile e reportagens na Revista dos Mercados, um importante meio de difusão da informação utilizado pela BMSP na promoção da commodity algodoeira.

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