QUEERENTENA | Expira

Arte LGBT+ na quarentena

Museu da Diversidade Sexual

Expira - na segunda parte da exposição Queerentena emergem impressões e provocações criadas sobre o mundo, agora, “lá fora” a partir de observações pessoais e/ou relatos recebidos. O que são esses novos modos de relações sociais? Isolamento é um novo lugar de privilegiados? Em quais condições podemos nos isolar? Como nosso corpo trancado reage ao que está fora?
Não é possível pensar sobre si sem pensar a/o outrx ou as/os outrxs; assim como é inviável respirar sem inspirar e expirar e vice-versa.

Mil Metros

Mil Metros (2020-04), de Cheo GonzálesMuseu da Diversidade Sexual

Cheo Gonzáles se baseou no relato de uma amiga trans sobre seu permanente estado de isolamento  

Mil Metros (2020-04), de Cheo GonzálesMuseu da Diversidade Sexual

Ele cria retratos de pessoas vestindo máscaras ou mordaças: espelhadas, obrigadas a olhar para si mesmas na expectativa de achar algo que não se sabe direito o que é.

Mil Metros (2020-04), de Cheo GonzálesMuseu da Diversidade Sexual

Os retratos e o título foram extraídos da medida da distância máxima que o artista percorre atualmente entre sua casa e o mercado.  

Mil Metros (2020-04), de Cheo GonzálesMuseu da Diversidade Sexual

Mil Metros (2020-04), de Cheo GonzálesMuseu da Diversidade Sexual

Adorável Cotidiano

A artista Emily Lumbreras se inspira em um de seus momentos favoritos do cotidiano para produzir esta obra: o café da manhã.  

A ação, tão comum e aparentemente sem importância de fazer o desjejum, é ressignificada em um contexto de isolamento social, trazendo reflexões sobre solitude, liberdade e lazer.

Café da manhã (2020-04-10), de Emily LumbrerasMuseu da Diversidade Sexual

#Queerentena

Diário de um GAY na Periferia! (2020-04-15), de Erick FrançaMuseu da Diversidade Sexual

Erick França aborda o lugar social onde está inserido como indivíduo jovem, adulto, gay, da periferia da Zona Leste da cidade de São Paulo. 

Diário de um GAY na Periferia! (2020-04-16), de Erick FrançaMuseu da Diversidade Sexual

Durante a quarentena ele fotografa a paisagem e situações que lhe chamam a atenção ao redor de sua casa. 

Diário de um GAY na Periferia! (2020-04-17), de Erick FrançaMuseu da Diversidade Sexual

Esta obra tem como inspiração o fotógrafo Tcheco Josef Dudek, exilado no período da Segunda Guerra Mundial.  

Diário de um GAY na Periferia! (2020-04-18), de Erick FrançaMuseu da Diversidade Sexual

Erick selecionou trinta imagens, organizadas em formato díptico, criando uma narrativa a partir da combinação de duas imagens. 

Diário de um GAY na Periferia! (2020-04-19), de Erick FrançaMuseu da Diversidade Sexual

Diário de um GAY na Periferia! (2020-04-20), de Erick FrançaMuseu da Diversidade Sexual

E o que sobrou das distopias

Desde o início do isolamento Gabriel Tantacoisa registra seu cotidiano. Filmando todos os dias, o artista produz imagens que são como diários ou pequenos ensaios, relatando seus sentimentos e criando novas narrativas do enclausuramento.

E o que sobrou para as distopias (2020-03), de Gabriel TantacoisaMuseu da Diversidade Sexual

Respaldo Vazio

Vantees, artista curitibano, desenvolveu este projeto na ilha de Pag, na Croácia, que encontra-se com suas fronteiras fechadas.  

O trabalho traz um paralaxe entre o elemento (estrutura metálica de uma cadeira) inserido no ambiente e fotografado. O "vazio" gera um infinito atravessar, e o movimento em contraponto à função de repouso/permanência questiona a instabilidade causada pela quarentena em oposição à estabilidade do objeto.  

Uma relação de fragilidade que confronta à força estrutural de uma geometria exata.  

Estado permanente em vazão (2020-03-14), de VanteesMuseu da Diversidade Sexual

CMYKUÍR

Este trabalho foi inspirado na obra de Octave Tassaert, pintor francês que retratava o erotismo e outros "males" sociais. Júlia Aiz utiliza combinações de camadas de Ciano, Magenta e Amarelo, as três cores básicas utilizadas na leitura eletrônica de imagens.

A Abençoada (2020-04-10), de Julia AizMuseu da Diversidade Sexual

As cores vibrantes são um intencional "erro de registro" que traz uma estética pop para o trabalho. O título da obra faz referência à sigla que representa o conjunto de cores CMYK e a palavra Cuír/Queer.

Sonhei com você (2020-04-10), de Julia AizMuseu da Diversidade Sexual

Isolamentos

Isolamentos (2020-04-13), de Akira UmedaMuseu da Diversidade Sexual

O trabalho integra uma série que busca refletir acerca dos limites e dos controles impostos pelos diferentes poderes instituídos ao corpo, inclusive nos contextos de epidemias. 

Política de Corpos 2 (2020-04-13), de Akira UmedaMuseu da Diversidade Sexual

Akira Umeda propõe reflexões ao justapor a ideia de isolamento imposto socialmente desde os tempos do HIV ao isolamento em curso nesses tempos do COVID-19.

Políticas dos Corpos (2020-04-13), de Akira UmedaMuseu da Diversidade Sexual

Política de Corpos 3 (2020-04-13), de Akira UmedaMuseu da Diversidade Sexual

Política de Corpos 4 (2020-04-13), de Akira UmedaMuseu da Diversidade Sexual

Falta de tato e sussurro

Falta de tato (2020-03-31), de RODRIGO KUPFERMuseu da Diversidade Sexual

Rodrigo Kupfer utiliza fotografias de um livro japonês publicado em 1977 para fazer intervenções com tinta à base de água.

Falta de tato (2020-03-31), de RODRIGO KUPFERMuseu da Diversidade Sexual

Na obra são aplicadas figuras humanas ilustradas como forma de representar o que esses homens sentem, a falta de contato e toque, a solidão e a memória de cada um. 

Falta de tato (2020-03-31), de RODRIGO KUPFERMuseu da Diversidade Sexual

Seu trabalho "Falta de tato e sussurro" integrou a ação internacional #socialvirus.

Falta de tato (2020-03-31), de RODRIGO KUPFERMuseu da Diversidade Sexual

Em que artistas doaram parte da verba arrecadada com a venda de seus trabalhos para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Falta de tato (2020-03-31), de RODRIGO KUPFERMuseu da Diversidade Sexual

Falta de tato (2020-03-31), de RODRIGO KUPFERMuseu da Diversidade Sexual

Falta de tato (2020-03-31), de RODRIGO KUPFERMuseu da Diversidade Sexual

Falta de tato (2020-03-31), de RODRIGO KUPFERMuseu da Diversidade Sexual

Todas de lenço

Leíner Hoki conecta arte e política usando texto e imagem de arquivo. A obra foi inspirada em uma situação de lesbofobia vivenciada pela artista, quando o pai de sua namorada, ao descobrir sua militância LGBTI+, afirmou que ela nunca deveria fazer nada que exigisse que ela tivesse que cobrir o rosto, em referência a uma suposta “ilegalidade”.

Quando cobrir o rosto (2020-04), de Leíner HokiMuseu da Diversidade Sexual

Hoje, o ato de cobrir o rosto e mascarar-se mudou perante o debate público, ganhando status de legalidade.

Quando cobrir o rosto (2020-04), de Leíner HokiMuseu da Diversidade Sexual

Pandemia, Março de 2020

Afastar por afeto 2 (2020-03), de Rick RodriguesMuseu da Diversidade Sexual

Nesta série, o artista Rick Rodrigues utiliza máscaras descartáveis como base para os bordados. O trabalho exposto é inspirado no afresco "A criação de Adão", pintado por Michelangelo Buonarotti por volta de 1511, no teto da Capela Sistina.

Afastar por afeto 3 (2020-03), de Rick RodriguesMuseu da Diversidade Sexual

O gesto faz menção a expressão global adotada recentemente, em consequência do COVID-19 - o afastamento social.
 
"Afastar para não afetar. Afastar por afeto." 

Afastar por afeto (2020-03), de Rick RodriguesMuseu da Diversidade Sexual

Deus abençoe nossa Pátria querida (2020-03), de Rick RodriguesMuseu da Diversidade Sexual

Sozinhos uns dos outros

Em paralelo ao isolamento forçado e ao medo da morte diante do Covid-19, o projeto propõe uma reflexão sobre viver amputado dentro de uma sociedade segregadora, racista e machista, em que a primeira lição de sobrevivência é aprender a ser só.

Projeto intinerante urbano (2020-04-17), de Eduardo MauerMuseu da Diversidade Sexual

Arte Para A Alma

Após dez dias de quarentena, produzindo amor e dor, Keila Orona se inspirou nas músicas da banda Pink Floyd para criar o projeto "Arte Para A Alma".

PROTEÇÃO (2020-03-26), de Kiki OronaMuseu da Diversidade Sexual

Autorretrato Abril

Gabriel Darcin investiga, cria e projeta noções identitárias sobre o "eu" enquanto corpo queer no contexto de uma onda conservadora. Esta obra traz um autorretrato mediante o medo e a ansiedade sentidos durante a pandemia, que instaura incertezas sobre um futuro próximo.

O triângulo rosa que aparece na obra faz referência a identificação dada aos homossexuais nos campos de concentração nazistas.

Percepções e projeções de um corpo queer (2020-04-10), de Gabriel DarcinMuseu da Diversidade Sexual

#HausofXChallenge

"Haus of X" é uma drag family e coletivo de artistas transformistas.

Composta por Drag Queens, Drag Kings, Drag Queers e Tranimals.

Inspirados pela ideia de ordem/desordem imposta pelo isolamento social.

Os membros do coletivo se desafiaram a recriar uma imagem com todas as montações de suas irmãs.

#HausofXChallenge (2020-04), de Coletivo "Haus of X"Museu da Diversidade Sexual

LIBERDADE

O projeto foi inspirado no filme "Queen&Slim", da diretora Lena Whaite. Durante a quarentena em sua casa, a artista Sabrina Savani vivencia um período de intensa produção, na qual esta obra está inserida.

LIBERDADE (2020-04-15), de Sabrina SavaniMuseu da Diversidade Sexual

Créditos: história

Queerentena | Expira 

Concepção: Franco Reinaudo e Bruna Provazi 
Sequenciamento: Leonardo Arouca 

Comissão de Seleção:
Celso Curi 
Clara de Cápua 
Christiano Lima Braga

Créditos: todas as mídias
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